Road to the USk Symposium #2

USk Manchester Symposium day -3 / Simpósio USk em Manchester dia -3

No trains run between Edge Hill and Lime Street on Sunday, but the walk is a mere half an hour long. Walking besides the University of Liverpool grounds, one ends up straight in the Walker Art Gallery, a free access museum with a varied collection of paintings from the middle ages onward to the early 20th century. With many apologies to art scholars everywhere, I must confess that my favorite thing about ancient art museums is searching for weird stories for the characters in the paintings. For instance, this Italian hipster from the 16th century, wondering whether the wine is fair-trade.

Não há comboios entre Edge Hill e Lime Street aos domingos, mas a caminhada para o centro demora apenas meia hora. Caminhando ao lado dos edifícios da Universidade de Liverpool, acaba-se na Walker Art Gallery, um museu de livre acesso, com uma colecção variada de pinturas desde a idade média até ao princípio do séc. XX. Com muitas desculpas aos estudiosos de arte, devo confessar que a minha coisa favorita de se fazer nos museus de arte antiga é associar histórias estranhas às personagens estranhas dos quadros. Por exemplo, este hipster italiano do séc. XVI, interrogando-se sobre se o vinho é de comércio justo.

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Many more of these guys in the next post. I hope you have as much fun as I do in finding these stories.

Virão mais destes amigalhaços no próximo post. Espero que se divirtam tanto como eu a encontrar estas histórias.

In Liverpool’s small Chinatown, The Baglery had the perfect snack for me: a poppy seed bagel gloriously filled with tomato beef, sauerkraut, melted cheese, a portobello mushroom and a perfectly poached egg, with an excellent Kenyan coffee (I’ve become the guy in the picture above, I fear).

Na pequena Chinatown de Liverpool, The Baglery tinha o petisco de tarde perfeito para mim: um bagel de sementes de papoila gloriosamente recheado de tomate fresco, sauerkraut, queijo fundido, um cogumelo portobello e um ovo escalfado na perfeição, com um excelente café Queniano (temo ter-me tornado no tipo da pintura acima).

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Along the modernized Liverpool’s waterfront, in the Albert Dock – an interesting watery plaza concept – sits the Tate, where there was an exhibition of the Liverpool Biennial, related to Ancient Greece and the Neoclassical interpretations on which the city was built. Part of the exhibition was nothing but ancient greek objects and sculptures from other art and history museums, with a small factual text describing what the object or the character were, or what did they represent in Classical Greece. It was interesting to see how these objects, taken out of their usual context, get much more attention, and from a different audience, than they would in their original exhibitions. It’s art communication, not art. But interestingly effective.

Ao longo da frente ribeirinha modernizada de Liverpool, na Albert Dock – um conceito de praça líquida interessante – fica a Tate, onde havia uma exposição da Bienal de Liverpool, relacionada com a Antiga Grécia e as interpretações neoclássicas sobre as quais foi erguida grande parte da cidade. Parte da exposição era senão um conjunto de objectos e esculturas gregos provenientes de outros museus de arte e história, acompanhados por um pequeno texto factual, descrevendo o que cada objecto ou cada personagem era ou representava na Grécia Clássica. Foi interessante ver como estes objectos, retirados do seu context habitual, atraem muito mais atenção, e de um público diferente, do que fariam integrados nas suas exposições originais. É comunicação de arte, não é arte. Mas é interessantemente eficaz.

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Everything in Liverpool is at close walkable range. Still, one can easily feel the different areas of the town, from one street to another. Only one thing is truly ubiquitous here: the distinct smell of frying that lingers everywhere.

Tudo em Liverpool é a uma distância caminhável. Ainda assim, consegue sentir-se as diferentes zonas da cidade, de rua para rua. Apenas uma coisa está sempre presente: o distinto cheiro a fritos por toda a parte.

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Road to the USk Symposium #1

USk Manchester Symposium day -4 / Simpósio USk em Manchester dia -4

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So it begins. I took the road to Manchester a few days before the Symposium started, to warm up the sketching, to get acquainted with the Manchester region and to spend a few days in the neighboring Liverpool. Day one was mostly spent travelling. From Lisboa to Manchester Airport and from there to Edge Hill, Liverpool, where my home for the next couple of nights would be. Kat, the host, rents out rooms in a lovely row house just opposite of the Wavertree Botanical Garden. There’s complementary tea (of course) and coffee in the bedroom.

E assim começou. Encetei o caminho para Manchester alguns dias antes do Simpósio, para aquecer o desenho, para conhecer a região de Manchester e para passar alguns dias na vizinha Liverpool. O primeiro dia foi quase todo passado em viagens, de Lisboa ao aeroporto de Manchester e daí para Edge Hill, Liverpool, onde o meu alojamento para as próximas duas noites iria ser. Kat, a anfitriã, aluga quartos numa bonita casa geminada defronte do Jardim Botânico de Wavertree. Há chá (claro) e café à disposição no quarto.

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The connection to the city center is fast and efficient, giving me little time to properly sketch Edge Hill station. Being saturday, I decided to head out to Lime Street Station to grab a late bite to eat and explore Liverpool’s nightlife. Kat pointed me to the Hope Street area, for a more alternative nightlife. After a quick meal and dodging all the cheesy pubs and karaoke bars, I came across a subterranean gem called The Pilgrim. It’s a laid back rock and roll bar, crowded with rowdy but not wasted patrons,  with a garage access ramp that doubles as a terrace to enjoy the warm humid night.

A ligação ao centro da cidade é rápida e eficiente, dando-me pouco tempo para desenhar a estação de Edge Hill. Sendo sábado, decidi dirigir-me para a estação de Lime Street para fazer um petisco fora de horas e explorar a noite de Liverpool. A Kat indicou-me a área de Hope Street para uma vida nocturna mais alternativa. Depois de uma refeição rápida e de conseguir evitar vários pubs foleiros e horrendos bares de karaoke, encontrei uma gema subterrânea chamada The Pilgrim. É um bar de rock descontraido, povoado por uma multidão ruidosa mas não completamente bêbeda, com uma rampa de garagem que serve de esplanada e zona de convívio menos iluminada, para se aproveitar a noite quente e húmida.

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Heading back home on the last suburban train, I found it to be packed with rowdy brits of all ages and walks of life. None hopped off at Edge Hill but me. Are the suburbs of Liverpool that wide?

A caminho de casa no último comboio suburbano da noite, dei com carruagens atafulhadas de ruidosos britânicos de todas as idades. Nenhum saiu comigo em Edge Hill. Será que os subúrbios de Liverpool são assim tão amplos?

Lisbonne, la visiter c’est l’adopter part #2

Terraços do Carmo, Carmo, Santa Justa, Lisboa, Portugal

After lunch, we rendezvoused under the triumphal arch at Rua Augusta with another group of sketchers that had attended Eduardo Salavisa‘s workshop in Casa-Museu Vieira da Silva, and also had a guest from abroad – Nathalia from Brazil. With renewed numbers and energy, the sardine-smelling group and the workshop group banded together, we sallied forth to explore the recently opened Terraços do Carmo (Carmo terraces), a set of public platforms on the foots of the Carmo convent ruins, shaded by the setting sun, with a view over the northern part of the historical center.

Depois do almoço, juntámo-nos, debaixo do arco do triunfo da Rua Augusta, com um segundo grupo de desenhadores que tinham estado na oficina do Eduardo Salavisa na Casa-Museu Vieira da Silva, e que também tinham uma convidada do estrangeiro – a Nathalia do Brasil. Com renovados efectivos e energia, o grupo do cheiro a sardinha e o grupo da oficina juntaram-se e lançaram-se em excursão para explorar os recém-inaugurados Terraços do Carmo, um espaço público em plataformas no sopé das ruínas do Carmo, sombreadas, com vista sobre a parte norte do centro histórico.

Terraços do Carmo, Carmo, Lisboa, Portugal

There we got comfortable, mingled and sketched until it was time to call it off.

Lá, pusemo-nos confortáveis, convivemos e desenhámos, até chegar a hora de terminar.

Terraços do Carmo, Carmo, Lisboa, Portugal

Despite the fact that most of us had been strolling and sketching from 10am, there was still the will to keep at it! So a few survivors went downhill all the way to another recently renovated area – the Ribeira das Naus – that was, up until last year, nameless and inhospitable, but is now a bustling promenade by the river, between Terreiro do Paço and Cais do Sodré, where city dwellers and tourists alike flock to enjoy the sound of the waves and the cooling effect of the water. By 8pm, we reluctantly disbanded. It had been a good day and, hopefully, a beautiful way of bidding farewell to Evelyn and Alejandra and also welcoming Nathalia.

Apesar de a maior parte do grupo estar a caminhar e a desenhar desde as 10 da manhã, ainda havia malta com vontade de continuar! Assim, alguns sobreviventes desceram a colina até outra área recentemente renovada – a Ribeira das Naus – que era, até há pouco tempo, sem nome e pouco hospitaleira, mas é agora um passeio agradável à beira-rio, entre o Terreiro do Paço e o Cais do Sodré, onde nativos e turistas vão para disfrutar do marulhar e da frescura da água. Pelas 8 da tarde, separámo-nos relutantemente. Foi um bom dia, e com sorte, terá sido uma forma bonita de dar as despedidas à Evelyn e à Alejandra, e também de dar as boas vindas à Nathalia.

Ribeira das naus, Lisboa, Portugal

Lisbonne, la visiter c’est l’adopter part #1

I stole the title of this post from Alejandra herself. It was something she said on her facebook after returning from her trip, that I never had thought about, but that is probably in the minds of many people that aren’t from Lisboa but live, have lived, or visit it, even if for a short period. I have adopted the city of Lisboa as well, but had never fully realized it.

Roubei o título deste post da Alejandra. Foi algo que ela escreveu no seu facebook, depois de regressar da sua viagem, que nunca me tinha ocorrido, mas que provavelmente está presente nas mentes de pessoas que não são de Lisboa, mas que vivem, já viveram ou a visitaram, mesmo que por um curto período de tempo. Eu adoptei a cidade de Lisboa também, sem nunca me aperceber plenamente disso.

São Domingos, Portas do Sol, Rossio, Alfama, Lisboa

The past Saturday, in the morning, had a group of Portuguese Urban Sketchers gathered in Alfama to spend the day sketching and mingling together with Evelyn and Alejandra, the two Parisian sketchers touring Lisboa.

A manhã do sábado passado viu um grupo de Urban Sketchers Portugueses juntos em Alfama, prontos para passar o dia a desenhar e a conviver com a Evelyn e a Alejandra, as duas desenhadoras Parisienses em visita a Lisboa.

Santo Estevão, Alfama, Lisboa

We visited the top and the bottom of Alfama – the vantage point of Portas do Sol and the once-by-the-river Largo do Chafariz de Dentro. Between early and late morning, the group split and meandered around the narrow alleys and odd smells of medieval Lisboa.

Visitámos o topo e a base de Alfama – o miradouro das Portas do Sol e o outrora-à-beira-rio Largo do Chafariz de Dentro. Entre a manhã e o princípio da tarde, o grupo dispersou e serpenteou pelas travessas estreitas e pelos odores característicos da Lisboa medieval.

Pateo 13, Santo Estevão, Alfama, Lisboa

Things got smoky during lunchtime, as the wind was blowing all the smoke from the fat of the grilled sardines in our direction, in the patio-restaurant where the group had lunch. It was a joy having those sardines, but it was an even greater joy to breathe fresh air as soon as we were finished!

Ao almoço, a coisa ficou nebulosa. O vento empurrava o fumo da gordura das sardinhas assadas na nossa direcção, no restaurante-pátio onde o grupo almoçou. As sardinhas estavam uma delícia, mas ainda foi uma delícia maior respirar o ar puro fora da influência do fumo da grelha!

Sketching from Paris to Lisboa

What’s great about the Urban Sketchers community is that it’s global and you can always find someone to sketch with when travelling abroad. That’s what happened last week, when Alejandra and Evelyn, from Paris, visited Lisboa for the first time. They contacted the local Urban Sketchers chapter and, after a few emails, a sketch meeting had been prepared with a scenic tour around the old town.

O bestial da comunidade Urban Sketchers é que é global e pode sempre conhecer-se alguém com quem desenhar quando se viaja no estrangeiro. Foi o que aconteceu durante a semana passada, quando a Alejandra e a Evelyn de Paris, visitaram Lisboa pela primeira vez. Contactaram o pólo local de Urban Sketchers e, depois de uma troca de emails, preparou-se um encontro de desenho com um passeio pelo pitoresco centro histórico.

Evelyn, Alejandra, Urban Sketchers, Urban Sketchers Portugal, Lisboa, Lisbonne, Casa do Alentejo, Migas, Açorda, Portas de Santo Antão, Casa do Alentejo

I had the pleasure of organizing the meeting, but I wanted to meet our lovely guests beforehand and get to know them. An evening in Casa do Alentejo did the trick and soon enough, we were chatting about sketching, revolutions, food and of course, Lisboa.

Tive o prazer de organizar o encontro. Mas antes, queria conhecer as nossas simpáticas visitantes. Um serão na Casa do Alentejo resolveu a questão. Rapidamente, a conversa proliferou sobre desenho, revoluções, comida e, claro, Lisboa.