USk Symposium in the headlines

The 9th International Urban Sketchers Symposium in Porto is making the headlines! Diário de Notícias, a major daily newspaper in Portugal headlined a banner with a report about the event. I was happy to see my sketch of the Ribeira area of downtown Porto in it, alongside a sketch by young and talented fellow sketcher Tomás Reis.

It’s a monumental job to give life to this event, and credit goes to all the volunteers working to make sure everything goes well: the burden is shared by the Symposium team of the Urban Sketchers, the host team – Urban Sketchers Portugal Norte – and the supporting team – the national chapter of the Urban Sketchers.

O 9º Simpósio Internacional dos Urban Sketchers no Porto está nas manchetes! O Diário de Notícias, um dos principais diários no país, lançou a notícia sobre o evento no topo da capa. Fiquei feliz por ver o meu desenho da Ribeira do Porto publicado, lado a lado com um desenho do jovem e talentoso companheiro dos desenhos Tomás Reis.

É uma tarefa monumental dar vida a este evento, e o crédito é devido a todos os voluntários que trabalham para garantir que tudo irá correr bem: o fardo é partilhado pela equipa dos Simpósios dos Urban Sketchers, pela equipa anfitriã – os Urban Sketchers Portugal Norte – e pela equipa de apoio – o grupo nacional dos Urban Sketchers.

In the Symposium team of instructors!

The 9th International Urban Sketchers Symposium is building up momentum! Registration passes for participants were released and sold out, correspondents are soon to be selected and, last week, I was fortunate enough to be selected as one of the 36 workshop instructors. Feels good to be in a list of so many talented sketchers and artists I came to admire these past years.

O 9º Simpósio Internacional dos Urban Sketchers está a ganhar impulso! Os passes esgotaram pouco tempo depois de terem começado a ser vendidos, os correspondentes internacionais estão a pouco tempo de serem escolhidos e, na semana passada, tive a sorte de ser escolhido como um dos 36 formadores das oficinas do Simpósio. Sabe bem ser incluido numa lista de tantos artistas e desenhadores talentosos que tenho vindo a admirar nestes últimos anos.

To Porto, I’ll bring a workshop called The stories of public realm objects, which I already ran last summer, during the 10 Years x 10 Classes USk educational program. The workshop focuses less in technique and more in the urban sketcher attitude of studying, reporting and simply, minding the surroundings. In it, participants will become more aware and focused on their object of attention. Hopefully, the cityscape won’t look the same after these few hours we’ll be spending together.

Para o Porto, levarei uma oficina chamada The stories of public realm objects, que já tive oportunidade de dar no verão passado, durante a iniciativa educacional 10 Years x 10 Classes dos USk. A oficina foca-se menos em técnicas e mais na atitude analítica, jornalística e de estar atento ao que nos rodeia dos urban sketchers. Nela, os participantes tornar-se-ão mais conscientes e concentrados sobre o seu objecto de atenção. A espectativa é de que a paisagem citadina não pareca a mesma depois das curtas horas em que estaremos juntos.

I’ll post more details on the public realm objects workshop soon. Stay tuned!

Publicarei mais detalhes sobre a oficina dos objectos do domínio público brevemente. Fiquem atentos!

The garden sketcher

Last week’s visit by Peter Richards reminded me of another sketcher-traveler from down under we had the honor of receiving, during the Summer. Richard Aitken – who has the unusual profession of garden historian – spent some weeks travelling around Portugal. His field of expertise drives him to visit both public and private gardens, in and around cities, manors and palaces, in search of a peculiar species or an unusual mix of flora that our ancestors have decided to combine, for the sake of their beauty.

During our lunchtime, Pedro Alves and I, inadvertently, took the garden expert to one of the least gardeny parts of Lisboa – the densely packed Castle district – for a sketch from above.

A visita do Peter Richards na semana passada recordou-me de um outro desenhador-viajante do continente no outro lado do Planeta, que tivemos a honra de receber, durante o verão. O Richard Aitken – que tem a profissão invulgar de historiador de jardins – passou algumas semanas a viajar por Portugal. O seu campo de investigação leva-o a visitar jardins públicos e privados, em cidades, palácios e palacetes, em busca de alguma espécie particular, ou de uma combinação pouco comum de flora que os nossos antepassados decidiram justapor, a bem da beleza.

Durante a nossa hora do almoço, o Pedro Alves e eu, inadvertidamente, levámos o especialista em jardis a uma das partes menos ajardinadas de Lisboa – a densa colina do Castelo – para um desenho do alto.

Lyon, Brisbane and Lisboa

It was one of those weeks when Lisboa becomes a hub for sketchers around the world.

Foi uma daquelas semanas em que Lisboa se torna um pólo para desenhadores de todo o mundo.

First, Emmanuel Prost couchsurfed at our place between Lyon and Brasil, and we got to leaf through his incredible sketches featured in a couple of books – one about Caritas in Paris, another, a recipe book from women around the world living in Lyon, for the VRAC Association.

Primeiro, o Emmanuel Prost pernoitou no nosso sofá na viagem entre Lyon e o Brasil, e pudemos espreitar os seus incríveis desenhos publicados num par de livros – um sobre a Caritas em Paris, outro, um livro de receitas de mulheres de todo o mundo, residentes em Lyon, para a Associação VRAC.

The next day, Pedro Alves and I sketched together with Peter Richards from Brisbane, who was spending the week in Lisboa. We spent a good deal of our lunchtime getting to know this veteran architect that recently jump started  in his dormant sketching activity.

No dia seguinte, o  Pedro Alves e eu desenhámos juntos com o Peter Richards de Brisbane, que passava a semana em Lisboa. Aproveitámos a maior parte da hora do almoço a conhecer este arquitecto veterano que, recentemente, deu nova vida à sua actividade de desenhador.

Battle of Vimeiro

In 1808, the invading Napoleon’s Grande Armeé, under the command of Junot, was aiming to take over the town of Vimeiro to establish a maritime supply route through Porto Novo. The odds were against the French, as the combined Anglo-Portuguese brigades under Wellesley outnumbered the invaders. The uncoordinated French attack met a swift defeat, putting an end  to the first French invasion of Portugal.

Em 1808, o Grande Armeé de Napoleão, sob o comando de Junot, apontava as miras à vila do Vimeiro, para estabelecer uma rota de abastecimento marítima através de Porto Novo. As probabilidades estavam contra os Franceses, as brigadas Anglo-Lusas sob Wellesley eram superiores aos invasores. Os ataques descoordenados dos Franceses encontraram uma rápida derrota, terminando a primeira invasão Francesa de Portugal.

209 years later, the Oeste Sketchers lined up their sketchbooks in the streets of Vimeiro, while the cannons thundered and the rows of French, British and Portuguese muskets rained fire and smoke. The reenactment group Associação para a Memória da Batalha do Vimeiro transported everyone back in time, bringing skirmishers, grenadiers, sharpshooters and artillery to the small western town to recreate the notorious Battle of Vimeiro. Carnage raged right up to the French surrender by the steps leading up to the church.

In the afternoon, at the 19th-century marketplace upon the hill, sketchers and soldiers drank beer and mingled overlooking the encampment and the historical battlefield. The soldiers never left their roles and took them seriously, as they relaxed dressed in their non-combat uniform – the lighter uniforme de polícia. Present were the 19th Infantry of Cascais, the 6th Casseurs of Porto and the 32rd French Infantry.

209 anos mais tarde, os Oeste Sketchers alinhavam os cadernos nas ruas do Vimeiro, enquanto os canhões ribombavam e as fileiras de mosquetes Franceses, Britânicos e Portugueses espalhavam fogo e fumo. O grupo de recreação histórica Associação para a Memória da Batalha do Vimeiro transportou toda a gente no tempo, trazendo infantaria ligeira e pesada, atiradores de precisão e artilharia à pequena vila do Oeste para recrear a notória Batalha do Vimeiro. A carnificina durou até à rendição dos Franceses nos degraus do adro da igreja.

À tarde, na feira oitocentista no topo da colina, desenhadores e soldados bebiam cerveja e confraternizavam à vista do acampamento e do campo de batalha histórico. Os soldados nunca saíram dos seus papeis e levaram toda a recriação muito a sério, enquanto relaxavam vestidos nos seus uniformes de polícia, o uniforme usado quando não em combate. Estavam presentes o 19º de Infantaria de Cascais, o 6º de Caçadores do Porto e o 32º de Infantaria Francês.

In times of peace, craftsmen and musicians thrive – Manuk and ZaraGaitaS played some celtic tunes, and I got this very tall handbound Libreto sketchbook from a talented gipsy girl.

Em tempos de paz, artesãos e músicos prosperam – os Manuk e os ZaraGaitaS tocaram umas canções celtas e eu arranjei este caderno Libreto muito alto de uma talentosa artesã cigana.