Waterfront

Genoa-Lisboa Sketch Connection

February: Waterfront / Fevereiro: Beira-mar


This is the second of a series of 12 sketchers that Valentina Raiola and I will post throughout the year 2020, recording the similarities between our two cities.

The waterfront of Lisboa, on the Tejo river, is 17km long, but for many years, most of it was only partially accessible and difficult to get to. Between shipping containers, port equipment and the railway line along the shore towards the ocean, just a few spots were available to promenade. Nowadays, the city is improving its relationship with the river, and giving the waterfront back to its citizens. One place that was always accessible, despite varying in importance, is the Cais das Colunas. Statespeople used it as a noble entrance into the city. Merchants would buy goods fresh from the overseas trading here, before anywhere else. Revolutions held their stand in the nearby Praça do Comércio, and governments established their headquarters in the surrounding colonnaded buildings.

Nowadays it’s the favorite selfie spot for tourists. Still it feels good to be this close to the water.

Este é o segundo de uma série de 12 desenhos que a Valentina Raiola e eu iremos publicar durante o ano de 2020, registando as semelhanças entre as nossas duas cidades.

A frente ribeirinha de Lisboa, sobre o Tejo, tem 17km de comprimento, mas durante muitos anos, a maior parte estava apenas parcialmente acessível ao público e era difícil de lá chegar. Entre contentores, equipamento portuário e a linha de comboio marginal, apenas alguns pontos estavam disponíveis para passear. Hoje em dia, a cidade está a melhorar a sua relaçaõ com o rio, devolvendo a frente ribeirinha aos cidadãos. Um lugar que sempre esteve acessível, apesar da importância variável, é o Cais das Colunas. Governantes usaram-no como entrada nobre da cidade. Comerciantes compravam mercadorias frescas das rotas comerciais marítimas, aqui antes de em qualquer outro lugar. Revoluções resistiram na Praça do Comércio próxima, e governos estabeleceram os seus quartéis-generais nas arcadas vizinhas.

Hoje em dia, o Cais das Colunas é o selfie spot favorito para os turistas. Ainda assim, sabe bem estar próximo da água.

10 years of Urban Sketchers Portugal

Unfortunately, my part in the celebration of the 10 years of the Urban Sketchers Portugal chapter was very short. There was a whole weekend planned out, but work kept me until Sunday morning, when I had the chance to join the sketchbook and brush gang.

Arriving at Terreiro do Paço, I saw dozens of people in the north side of the statue of D. José, and sat down sketching with them. I saw friendly, familiar and unfamiliar faces, old faces and very young faces. I saw Nelson Paciência running around so fast that sometimes he was sitting and sketching, other times he was taking photos with different clothes. I saw later that I had missed half the sketchers who sat on the sunny side of the equestrian statue. I saw the founder, Gabi Campanario. I saw flashbacks from the 2011 Lisbon Symposium, which, at a distance, looked really tiny. I saw these past ten years that changed my life completely, and I saw the main role that the urban sketchers had in that change!

Then, the food came, and I saw nothing else.

Thank you for these 10 years 🙂

Infelizmente, a minha participação na celebração dos 10 anos dos Urban Sketchers Portugal foi muito limitada. Com o sábado a trabalhar, apenas tive a manhã de domingo para me juntar à malta de caderno e pincéis em riste.

À chegada ao Terreiro do Paço, vi dezenas de pessoas no lado norte da estátua do D. José, e sentei-me logo com elas a desenhar. Vi rostos amigos, conhecidos e desconhecidos, rostos mais antigos e rostos muito novos. Vi o Nelson Paciência tão atarefado que ora estava a desenhar sentado no chão, ora estava de pé a fotografar com outra roupa já. Vi mais tarde que me desencontrei de metade dos desenhadores, porque estavam no lado solarengo da estátua equestre. Vi o fundador, Gabi Campanario. Vi flashbacks do Simpósio de 2011 de Lisboa, que à distância, parece uma miniatura. Vi estes dez anos todos, que tanto mudaram a minha vida, e vi o papel principal que os urban sketchers tiveram nessa mudança!

Depois puseram-me comida à frente e não vi mais nada.

Obrigado por estes 10 anos 🙂

Junto ao Cais das Colunas no Terreiro do Paço

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The Cais das Colunas lies in the edge of the Terreiro do Paço, a platform protruding into the Tejo estuary. The columns that name it have been coming and going, and it seems that they were on their day off at the time Roque Gameiro stopped by to visit. It has been a place for fishermen to unload their catch, for statespeople to be welcomed into the city and captive emperors to be paraded. Now, hosts of tourists go there in the low tides to lay in the tiny beach, wet their feet in the river across the slippery steps and to take that missing selfie.

(to be continued)

O Cais das Colunas fica na extremidade do Terreiro do Paço, uma plataforma protuberante sobre o estuário do Tejo. As colunas que lhe dão o nome vão e vêm ao longo das décadas, e parece que estavam de folga na altura em que Roque Gameiro lá passou para as desenhar. Tem sido um local onde os pescadores descarregam o peixe, onde estadistas são recebidos na cidade e onde imperadores em cativeiro são exibidos à populaça. Hoje em dia, tropas de turistas vão lá na maré baixa para se deitarem no pequeno areal, molhar os pés no rio sobre os degraus escorregadios e para tirar a selfie que faltava. 

(continua)

Junto ao Cais das Colunas no Terreiro do Paço by / por Roque Gameiro