USk Symposium in the headlines

The 9th International Urban Sketchers Symposium in Porto is making the headlines! Diário de Notícias, a major daily newspaper in Portugal headlined a banner with a report about the event. I was happy to see my sketch of the Ribeira area of downtown Porto in it, alongside a sketch by young and talented fellow sketcher Tomás Reis.

It’s a monumental job to give life to this event, and credit goes to all the volunteers working to make sure everything goes well: the burden is shared by the Symposium team of the Urban Sketchers, the host team – Urban Sketchers Portugal Norte – and the supporting team – the national chapter of the Urban Sketchers.

O 9º Simpósio Internacional dos Urban Sketchers no Porto está nas manchetes! O Diário de Notícias, um dos principais diários no país, lançou a notícia sobre o evento no topo da capa. Fiquei feliz por ver o meu desenho da Ribeira do Porto publicado, lado a lado com um desenho do jovem e talentoso companheiro dos desenhos Tomás Reis.

É uma tarefa monumental dar vida a este evento, e o crédito é devido a todos os voluntários que trabalham para garantir que tudo irá correr bem: o fardo é partilhado pela equipa dos Simpósios dos Urban Sketchers, pela equipa anfitriã – os Urban Sketchers Portugal Norte – e pela equipa de apoio – o grupo nacional dos Urban Sketchers.

Casa dos Bicos

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One of the most iconic buildings in Lisboa was also in the path of Roque Gameiro – the Casa dos Bicos, in the foot of the castle hill, where the riverfront used to be, before the landfills in the 14th, 18th and 19th centuries claimed the territory for warehouses and other maritime uses. The house was a nobleman’s residence, built in the 16th century and was dubbed House of the Spikes for its unique façade design, comprised of limestone diamond-shaped spikes protruding out of the wall. The two top floors that were in the original construction and fell during the great earthquake of 1755, were reconstructed in 1983, when the building was converted into an exhibition center, so in his time, Gameiro got the two bottom floors only. Nowadays, it serves as the José Saramago Foundation headquarters.

(to be continued)

Um dos edifícios mais icónicos de Lisboa também esteve no trilho de Roque Gameiro – a Casa dos Bicos, no sopé da colina do castelo, onde a frente ribeirinha costumava ser antes dos aterros dos séculos XIV, XVIII e XIX. A casa nobre, construida no séc. XVI, foi chamada assim por causa da sua fachada peculiar em bicos de calcário protuberantes. Os dois andares superiores da construção original e que tombaram durante o terramoto de 1755, foram reconstruidos em 1983, quando o edifício foi convertido num centro expositivo. No seu tempo, Roque Gameiro apanhou o edifício com os dois andares de baixo apenas. Hoje em dia, o edifício serve como sede da Fundação José Saramago.

(continua)

Casa dos Bicos by / por Roque Gameiro

An afternoon across the Douro

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Six years change a city dramatically. It had been that long since my last visit to Porto. Everything became prettier and crowdier. I’m not one to complaint about crowds, they’re a good sign. Business is booming. People are enjoying themselves and are getting to know how awesome Porto is. Still, a conflict arises. How can Porto (or any other touristic city for that matter) remain genuine if the gaze of the Other changes it forever – both anthropologists and quantum physicists deal with different aspects of this conflict. Tiago Cruz and I shared a much less cosmic or macroeconomic conflict, but a valid conflict nonetheless. In a casual conversation about sketching, we dwelled on the use of leisure and exploratory sketches for commercial exposure – the focal point of the lecture he was to give a few hours from those relaxed moments, sitting on the pier in Ribeira. Meanwhile the rabelo boats sailed up and down the Douro, laden with tourists from everywhere in the world.

Seis anos mudam uma cidade de forma dramática. Foi o tempo que passou desde a minha última visita ao Porto. Tudo ficou um pouco mais bonitinho e com mais multidões. Não sou de me queixar perante as multidões, elas são um bom sinal. O negócio floresce. As pessoas divertem-se e conhecem a cidade bestial que é o Porto. Ainda assim, um conflito surge. Como pode o Porto (ou qualquer outra cidade turística) permanecer genuína se o olhar do Outro a muda para sempre – antropólogos e físicos da quântica lidam com diferentes pontos de vista deste conflito. O Tiago Cruz e eu partilhavamos um conflito muito menos cósmico ou macroeconómico, mas válido, de qualquer modo. Numa conversa casual sobre desenho, versámos sobre o uso do desenho exploratório e prazeirento para uma exibição comercial – o assunto focal da palestra que ele iria dar, algumas horas depois daqueles momentos repousantes, à beira do paredão na Ribeira. Entretanto, os barcos rabelos navegavam para cima e para baixo no Douro, carregados de turistas de todo o mundo.

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From the top deck of the D. Luiz bridge, the touristic masses seemed insignificant. Yet, they had found their way up there. I guess the bridge will remain the same, regardless of the tourists, an elegant steel structure built to resist loads and change.

Do tabuleiro superior da Ponte D. Luiz, as massas de turistas pareciam insignificantes. No entanto, eles tinham descoberto o caminho até lá acima. Bom, ao menos a ponte há-de ficar na mesma, indiferente aos turistas, uma elegante estrutura de aço, erguida para resistir a cargas e à mudança.