A custom-made sketcher holster

(cliquem aqui para a versão em Português)

Fellow sketcher and frequent workshop student Zé Resende has many talents. Working with leather is one that she acquired while on the Riga 2019 Winter Sketching School, in a workshop by Liene Ligere. When she started posting her excellent designs, I knew I had to have one! She made mine according to precise measurements and functionality indications and combined them into a sleek look and feel that feels natural to wear.

The design is a simple combination of two strips of leather, stitched into a vertical pouch, fitting around 7 to 8 art tools – pens, pencils, brushes, water spray – deep enough to hold them in place, but shallow enough to access all tools in an instant. The largest strip folds over the top of the tool pouch, covering the tools, and locks in place, sliding into a small band, attached to the pouch by two small bronze rivets. There’s two smaller pouches – one in the front, for paper tissues, and one in the back, for business cards. Two clips hang out from the top corners, where the main leather strip folds, to hang the pouch from the waist belt loops. The touch of luxury: Zé stamped my initials to the cover!

The handiwork is precise and robust, and it performs very well. Takes away the issues about carrying around your art stuff. It’s always accessible, and at height of the hand, just like a wild west revolver holster. With it on my waist, I feel like I can draw faster (pun intended!) than anyone else west of the Tejo! This clipping method allows for crouching or sitting without flipping the pouch, and potentially spilling all the sketching tools on the ground.

This is the work of a proper artisan! It’s a well crafted, stylish item that compels you to cherish it throughout a lifetime. It suits all kinds of occasions – I use it for my work in the Wedding Sketchers, but also for informal sketch meetings and travels. Its sensorial appeal – the looks, the color, the texture, even the faint smell of the locally bought Moroccan leather – as well as its usefulness, have the potential of turning this noble leather pouch into a lifelong artist’s tool and companion.

Many thanks for your art and your craft ! Also thank you to photographer Patrícia Canastreiro for this photoshoot.

 

Um coldre de desenhador personalizado

(click here for the English review)

A companheira de desenhos e aluna frequente nas minhas oficinas Zé Resende tem muitos talentos. Trabalhar cabedal foi um dos que ela adquiriu na Winter Sketching School 2019 em Riga, numa oficina da Liene Ligere. Quando ela começou a publicar os seus designs incríveis de bolsas, soube que tinha de ter uma! Ela fez a minha de acordo com medidas e funcionalidades precisas, e combinou-as num design e aspecto coerente que flui bem.

O design é uma combinação simples de duas tiras de cabedal, cosidas à forma de uma bolsa vertical, onde cabem 7 a 8 canetas, lápis, pincéis ou spray – profunda o suficiente para os conter, mas não tanto que não se consiga pegar numa caneta sem dificuldade. A tira mais comprida dobra sobre o topo das ferramentas de desenho, protegendo-as e trancando-se ao deslizar por baixo de uma tira rebitada. Tem duas bolsas mais pequenas – uma na frente, para guardanapos de papel, e outra na parte de trás, para cartões de visita. Dois grampos estão fixos aos cantos superiores, onde a tira principal dobra, para fixar a bolsa às presilhas das calças. O toque de luxo: a Zé estampou as minhas iniciais na parte da frente!

O trabalho está incrivelmente preciso e robusto, e desempenha muito bem. Acaba com as confusões de andar com a tralha de material de desenho atrás. Está sempre acessível, e à altura da mão, mesmo como aqueles coldres de revólver do velho oeste. Com a bolsa à minha cintura, sinto que consigo desenhar mais rápido que a própria sombra! Este método de fixação às calças permite agachar e sentar sem que a bolsa incline e espalhe os pincéis pelo chão.

É um verdadeiro trabalho de artesã! A bolsa é um objecto bem trabalhado, com estilo e que nos leva a acarinhá-lo ao longo de uma vida de desenhos. Adapta-se a muitas ocasiões – eu uso-o no meu trabalho com os Wedding Sketchers, mas também para encontros de desenho e viagens. O seu apelo sensorial – o aspecto, a cor, a textura, mesmo o ligeiro cheiro do cabedal Marroquino – bem como a sua utilidade, têm o potencial de tornar esta nobre bolsa de couro numa ferramenta e companheira de vida de um artista.

Muito obrigado pela tua arte e talento ! Obrigado também à Patrícia Canastreiro pelas fotografias.