Workshop and sketchcrawl in Portimão

As usual, at this time of the year, the Municipality of Portimão – with the support of Urban Sketchers Algarve – devotes a weekend to sketching. On saturday, the 24th, António Procópio and I will lead a workshop on distorted perspectives. We’ll show the basics of widening the angle of your sketchbook while portraying architecture and people. The workshop is free so, if you’re around, come by and put some some grotesque into your sketchbook.

After that, on sunday, sketchers will gather for an all-day sketchcrawl. Lunch break is, as always, sponsored by the City – make sure to register first, by writing to urbansketchersalgarve@gmail.com.

Como de costume, nesta altura do ano, o Município de Portimão – com o apoio dos Urban Sketchers Algarve – dedica um fim-de-semana ao desenho. No sábado de 24, o António Procópio e eu vamos conduzir uma oficina sobre perspectivas distorcidas. Iremos mostrar os fundamentais de alargar o ângulo do vosso caderno enquanto desenhamos arquitectura e pessoas. A oficina é gratuita, portanto, se estiverem na zona, apareçam e tornem o vosso caderno um pouco mais grotesco.

Depois disso, no sábado, os desenhadores irão encontrar-se para um sketchcrawl de dia inteiro. O intervalo para almoço é, como sempre, patrocinado pela Câmara – inscrevam-se escrevendo para urbansketchersalgarve@gmail.com.

 

The challenges of night sketching

With our workshop (Pedro Alves and I) coming up in a few weeks, I start to get excited about this night sketching business! It’s really easy, and at the same time really challenging to sketch after hours. The easy aspect of it, and the most pedagogic part about it, is that your palette gets reduced to a couple, three at most, colors. Simplification of what you see – that includes lines, shapes and colors – is key. One dark, cool color for the shadows and sky, one light warm color for the illuminated parts, and a third one for special details.

The challenge is to be precise in saving the whites in your paper. With watercolor, there’s no going back  – at most, you can wash down the amount of pigment in a lighted area. And the light parts, the glare of public lamps, the shiny surfaces, are scarce and vital for the success of your sketch. Then, to complicate matters further, there are different quality light sources: while most public lighting is cheap and yellow (washing everything in a veil of ochre), some monuments enjoy expensive full spectrum white light, which returns colors in full – suddenly you have green – instead of brown – trees and bushes, and red tiles, and blue walls.

Com a nossa oficina (Pedro Alves e eu) ao virar da esquina, começo a ficar entusiasmado com esta história do desenho noturno! Desenhar fora de horas é muito fácil e ao mesmo tempo, extremamente desafiante. A parte fácil e mais pedagógica é que a paleta fica reduzida a um par de cores, no máximo três. A simplificação do que se vê – incluindo linhas, formas e cores – é a chave. Uma cor escura e fria para as sombras e céu, e uma cor clara e quente para as zonas iluminadas. Uma terceira para alguns detalhes especiais.

O desafio é ser preciso em reservar os brancos no papel. Com a aguarela, não há retorno – no máximo, pode-se diluir a quantidade de pigmento no papel com mais água numa zona iluminada. E as zonas iluminadas, o brilho da iluminação pública, as superficies reluzentes, são escassas e vitais para o sucesso do desenho. Para complicar mais as coisas, há diferentes tipos de fontes de luz em uso: a maior parte dos poste de iluminação têm luzes amarelas baratas (que envolvem tudo num véu de ocre), mas alguns monumentos distrutam de iluminação cara, abrangendo todo o espectro de luz, que restituem as cores dos objectos na totalidade – de repente temos árvores e arbustos verdes – em vez de castanhos – e telhas vermelhas e paredes azuis.

The stories of public realm objects

The 9th International Urban Sketchers Symposium in Porto is getting closer. Today, participants will get to choose the workshops they’ll be attending in the Summer. In the stories of public realm objects we’ll find out what tales do these ubiquitous everyday objects have to share, and what we can learn from them.

By single-mindedly focusing one object, we’ll become more aware of what it has to offer, to us, to others, how important, or how obsolete it is. The stories of public realm objects will be about immersing ourselves in the small unnoticeable things that make up the character of a true city. See you in Porto!

O 9º Simpósio Internacional de Urban Sketchers no Porto está cada vez mais próximo. Hoje, os participantes irão escolher os workshops a que irão assistir no verão. Nas histórias dos objectos públicos vamos descobrir o que nos podem contar estes objectos ubíquos, e o que é que podemos aprender com eles.

Ao nos concentrarmos num único objecto, iremos aperceber-nos do que ele nos pode oferecer, e a outros, quão importante, ou quão obsoleto ele é. As histórias dos objectos públicos serão sobre submergirmos nas pequenas e discretas coisas que fazem o carácter de uma verdadeira cidade. Vêmo-nos no Porto!

Sintra à Noite – Workshop

Sketch by / Desenho de Pedro Alves

The Pedros, (Alves and Loureiro), after the success of their evening workshops in Torres Vedras and Lisboa, will bring the same experience to the town of Sintra, leading a night sketching workshop in the historical old town, at the Palácio da Vila, on March 17th (Saturday) from 6 to 9pm. We’re going to capture the evening beauty of the magical Sintra on our sketchbooks., sharing techniques, tricks of the trade and experiences of sketching in the night.

Minimum attendance 8 participants – Maximum attendance 20 participants | Price per person: 25€ (20€ for USkP Association members) | Registrations until March 15th to: stillsketch.tvedras@gmail.com and/or pedro.mac.loureiro@gmail.com

We’re looking forward to sketch with you.

Os Pedros (o Alves e o Loureiro), no seguimento do sucesso dos seus workshops nocturnos em Torres Vedras e Lisboa, irão levar a mesma experiência à vila de Sintra e irão dar um Workshop de desenho nocturno no centro histórico, no largo do Palácio da Vila, dia 17 de Março (Sábado) das 18:00 às 21:00. Vamos captar a beleza nocturna da mágica Sintra nos nossos diários gráficos, partilhando técnicas, truques e experiências de como desenhar à noite.

Mínimo 8 participantes – Máximo 20 participantes | Preço por pessoa: 25€  (Associados USkP: 20€) | Inscrições até 15 de Março para mail: stillsketch.tvedras@gmail.com e/ou pedro.mac.loureiro@gmail.com

Esperamos por vós, até lá.

Windmills in Moledo

The mid-western region of Portugal has a lot to be discovered, and Oeste Sketchers are doing a hell of a job with it! Moledo is a small hamlet upon a windy hill, on the road down to coastal Lourinhã. The weather is harsh, but that’s exactly why those beautiful windmills ended up here. One of them sports a mural of urban artist Pantonio, known for his fibrous, textured wall paintings.

A região centro do país tem muito para descobrir, e os Oeste Sketchers têm feito um trabalho dos diabos a consegui-lo! Moledo é uma pequena aldeia sobre um monte ventoso, na estrada para a costeira Lourinhã. O clima é severo, mas é precisamente por isso que os belos moinhos de vento estão cá. Um deles ostenta um mural do artista urbano Pantonio, conhecido pelas suas pinturas fibrosas e texturadas.

The municipality is working to revive the village and put it in the map, as a regional tourist destination. For four years, a band of students of the Lisboa’s Fine Arts School peppered the streets and squares with public sculptures related to the Pedro and Inês mythology. The Rota das Esculturas is well worth the visit, if the sights of a quaint and peaceful village isn’t enough to get you to drive around the countryside of the Oeste.

O município trabalha para dar nova vida à aldeia e colocá-la no mapa, como um destino turístico regional. Durante quatro anos, um grupo de estudantes da Faculdade de Belas-Artes de Lisboa salpicou as ruas e largos com esculturas relacionadas com o mito de Pedro e Inês. A Rota das Esculturas vale bem a visita, se as vistas de uma aldeia sossegada e pitoresca não são suficientes para passear pelos campos do Oeste.

In the low part of the village, close to the canal, sits the local church. A cozy and peaceful mash up of a holy temple and a secular arched yard, which probably served as a gathering point for the villagers, after tilling the fields and before attending mass. The stony banks of the canal set the border between the hamlet and its productive landscape. A few recently built wooden bridges connect the fields with the streets, under the wandering rotor blades of the modern-day windmills.

Na parte mais baixa da aldeia, perto do canal, fica a igreja local. Um cruzamento pacato entre um templo sagrado e um pátio profano, que provavelmente servia como ponto de reunião para os aldeões, entre o trabalho no campo e a missa. As margens empedradas do canal marcam a fronteira entre a aldeia e a paisagem produtiva. Algumas pontes de madeira ligam os campos às ruas, sob o zumbir das pás dos moinhos modernos.