An afternoon across the Douro

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Six years change a city dramatically. It had been that long since my last visit to Porto. Everything became prettier and crowdier. I’m not one to complaint about crowds, they’re a good sign. Business is booming. People are enjoying themselves and are getting to know how awesome Porto is. Still, a conflict arises. How can Porto (or any other touristic city for that matter) remain genuine if the gaze of the Other changes it forever – both anthropologists and quantum physicists deal with different aspects of this conflict. Tiago Cruz and I shared a much less cosmic or macroeconomic conflict, but a valid conflict nonetheless. In a casual conversation about sketching, we dwelled on the use of leisure and exploratory sketches for commercial exposure – the focal point of the lecture he was to give a few hours from those relaxed moments, sitting on the pier in Ribeira. Meanwhile the rabelo boats sailed up and down the Douro, laden with tourists from everywhere in the world.

Seis anos mudam uma cidade de forma dramática. Foi o tempo que passou desde a minha última visita ao Porto. Tudo ficou um pouco mais bonitinho e com mais multidões. Não sou de me queixar perante as multidões, elas são um bom sinal. O negócio floresce. As pessoas divertem-se e conhecem a cidade bestial que é o Porto. Ainda assim, um conflito surge. Como pode o Porto (ou qualquer outra cidade turística) permanecer genuína se o olhar do Outro a muda para sempre – antropólogos e físicos da quântica lidam com diferentes pontos de vista deste conflito. O Tiago Cruz e eu partilhavamos um conflito muito menos cósmico ou macroeconómico, mas válido, de qualquer modo. Numa conversa casual sobre desenho, versámos sobre o uso do desenho exploratório e prazeirento para uma exibição comercial – o assunto focal da palestra que ele iria dar, algumas horas depois daqueles momentos repousantes, à beira do paredão na Ribeira. Entretanto, os barcos rabelos navegavam para cima e para baixo no Douro, carregados de turistas de todo o mundo.

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From the top deck of the D. Luiz bridge, the touristic masses seemed insignificant. Yet, they had found their way up there. I guess the bridge will remain the same, regardless of the tourists, an elegant steel structure built to resist loads and change.

Do tabuleiro superior da Ponte D. Luiz, as massas de turistas pareciam insignificantes. No entanto, eles tinham descoberto o caminho até lá acima. Bom, ao menos a ponte há-de ficar na mesma, indiferente aos turistas, uma elegante estrutura de aço, erguida para resistir a cargas e à mudança.