Lisboa Makeup School

Last weekend, the Lisboa Makeup School students had their final course exam. Nine talented girls led by the amazing makeup artist Miguel Molena spent the whole Sunday working their way into the makeup world in a basement of an office building in the central Avenida da Liberdade.

No último fim-de-semana, as alunas da Lisboa Makeup School tiveram o exame final de curso. Nove raparigas talentosas guiadas pelo excelente maquilhador Miguel Molena, passaram todo o Domingo a trabalhar para a sua entrada no mundo da maquilhagem, numa cava de um edifício na Avenida da Liberdade.

Blu Models provided nine female models, one for each student. All spent a good part of the morning designing and executing a natural makeup look. Miguel would come in the end to evaluate and make small corrections.

Blu Models forneceu os modelos femininos, uma para cada aluna. Todas passaram grande parte da manhã a conceber e executar um look natural. No final, o Miguel avaliava e sugeria pequenas correcções a cada uma.

As soon as everyone was ready, the models were dressed by the stylists and had their hair done by Miguel. Outside, in the Avenida, photographers Patrícia and Pietá led the models to a casual street environment photoshoot, to test the pictorial quality of the students’ work.

Quando todas estavam prontas, as modelos eram vestidas pelas estilistas e o penteado era feito pelo Miguel. No exterior, na Avenida, as fotógrafas Patrícia e Pietá guiaram as modelas numa sessão fotográfica de ambiente urbano casual, para testar a qualidade pictorial do trabalho das alunas.

In the afternoon, back in the basement, everyone had to clean up and repeat – this time, with a bit more edgy and bold look.

Durante a tarde, regressadas à cave, todas tinham de limpar e repetir – desta vez, com um look mais arrojado e ousado.

The top terrace of the building provided the perfect spot (if a little cold) for the second photoshoot. The backstreets of the Santana hill and the abandoned look of the terrace accented the edginess of the models’ look.

O terraço no topo do edifício foi o lugar perfeito (ainda que um pouco fresco) para a segunda sessão fotográfica. As vielas da colina de Santana e o ar abandonado do terraço acentuaram o ar arrojado do look das modelos.

In the end, there was still time for a short final studio session with model Susana. Snoopers can take a peek at some pics here!

No final, ainda houve oportunidade para uma sessão final de estúdio com a modelo Susana. Os mais curiosos podem ver fotografias aqui!

Lisboa à Noite – Workshop

The Pedros, (Alves and Loureiro), after the success of their evening workshop in Torres Vedras, will bring the same experience to the capital, leading a night sketching workshop in the historical old town of Lisboa, at the Portas do Sol vantage point, on December 9th (Saturday) 5pm. We’re going to capture the evening beauty of the lovely Lisboa on our sketchbooks., sharing techniques, tricks of the trade and experiences of sketching in the night.

Minimum attendance 5 participants – Maximum attendance 20 participants | Price per person: 20€ (15€ for USkP Association members) | Registrations until December 7th to: stillsketch.tvedras@gmail.com and/or pedro.mac.loureiro@gmail.com

We’re looking forward to sketch with you.

Desenho de Pedro Alves
Sketch by / Desenho de Pedro Alves

 

Os Pedros (o Alves e o Loureiro), no seguimento do sucesso do seu workshop nocturno em Torres Vedras, irão trazer a mesma experiência à capital e irão dar um Workshop de desenho nocturno no centro histórico de Lisboa, no miradouro das Portas do Sol dia 9 de Dezembro (Sábado) pelas 17:00. Vamos captar a beleza nocturna da bela Lisboa nos nossos diários gráficos, partilhando técnicas, truques e experiências de como desenhar à noite.

Mínimo 5 participantes – Máximo 20 participantes | Preço por pessoa:20€  (Associados USkP: 15€) | Inscrições até 7/12 para mail: stillsketch.tvedras@gmail.com e/ou pedro.mac.loureiro@gmail.com

Esperamos por vós, até lá.

Chinese opera

There are many stories upon the walls of the Museu do Oriente, in Lisbon.

These violent opera gouaches, by Wang Yishi’s, date from 1989 and comes from the Kwok On collection. Chinese opera is laden with simbolism, archetypal characters and it’s in the crossroads of several forms of art. Yishi displays the opera beyond the stage, the music, the costumes and the singing. His paintings are, according to himself: “the hope of being able to, with a new outlook, return to the simplicity of the human nature, of recalling the natural authenticity, of searching the vital strength.

Há muitas histórias contadas nas paredes do Museu do Oriente, em Lisboa.

Estes violentos gouaches de una ópera, de Wang Yishi, é de 1989 e provêm da colecção Kwok On. A ópera Chinesa é carregada de símbolos, personagens arquetípicos e está no cruzamento de várias artes. Yishi mostra-nos a ópera para além do palco, da música, dos figurinos e do canto. A pintura dele, segundo o próprio: “é a especança de poder, com um novo olhar, regressar à simplicidade da natureza humana, de relembrar a autenticidade natural, de procurar a força vital.

 

Lisboa saloia

The agricultural area north of Lisboa is known as região saloia, a term that nowadays in commonly used to refer people in rural areas, but that has a very particular origin – çalayo was the moorish word for the tribute in bread that was exacted from the conquered Arabic population of the capital’s region, to be allowed to keep tilling their lands.

An old buddy of mine put together a barbecue to celebrate his newly acquired house in the hills of Arruda dos Vinhos, deep in the região saloia, an area rich in wine and other produce. He gathered people from five different countries at his table, all speaking with different shades of Portuguese accent. The smoky smell of the burning embers, the coolness of the breeze and the sounds of children playing outside led a peaceful afternoon into a glorious countryside sunset behind the valley. That was when the green and ochre across the landscape were tinted with shades of indigo and sienna, calling the day to an end.

A zona agrícola a norte de Lisboa é conhecida como região saloia, um termo que, hoje em dia é usado geralmente para designar pessoas de áreas rurais, mas que tem uma origem particular – çalayo era a palavra mourisca para o tributo pago em pão que era imposto às populações Árabes da região da capital, para que lhes fosse permitido continuar a arar as suas terras.

Um velho amigo organizou um churrasco para celebrar a sua nova casa nas colinas da Arruda dos Vinhos, na região saloia profunda, uma zona rica em vinho e outros produtos agrícolas. Juntaram-se à sua mesa pessoas de cinco países diferentes, todos a falar diferentes tons e sotaques de Português. O cheiro das brasas, a frescura da brisa e os sons da miudagem a brincar no exterior levou a tarde sossegada até um por-do-sol glorioso atrás do vale campestre. Foi nessa altura que o verde e ocre passaram a indigo e terra-de-siena anunciando o fim do dia.

10×10 Lisbon: Local markets = great professions

For my third class as instructor in the Urban Sketchers 10 Years x 10 Classes programme in Lisboa, we went to Campo de Ourique market, a small and cozy building, in an uptown district, that underwent a deep renovation a few years ago, and is now a posh destination to eat and drink in the city.

Na minha terceira experiência como instrutor do curso 10 Years x 10 Classes dos Urban Sketchers em Lisboa, fomos ao mercado de Campo de Ourique, um edifício pequeno e aconchegado que foi algo de uma renovação, há alguns anos, e é agora um destino elegante para beber e comer na cidade.

The traffic was unusually chaotic, and I arrived late in the location. So the first warm up exercise was assigned as homework. In the first part of the challenge – “get up stand up, stand up for your crowd” – we were to sketch a crowd in 15 minutes while standing, by hanging people by the head from an imaginary tight rope that we’d call horizon. This technique guarantees that the scene is coherent and every person that we sketch falls into place naturally. The second part of the exercise – “everybody in the house get down” – was to do the same thing while sitting or crouching. This time, people should be hung by the waistline, guaranteeing the same results as before.

O trânsito estava anormalmente caótico e acabei por chegar tarde ao local. Assim, o primeiro exercício passou a trabalho de casa. Na primeira parte do desafio, deveriamos desenhar, de pé, uma multidão em 15 minutos, pendurando pessoas pela cabeça de uma corda imaginária que chamariamos de horizonte. Esta técnica garante que a cena resulta coerente e que todas as pessoas desenhadas encaixam naturalmente. Na segunda parte do exercício, deveriamos proceder da mesma forma, mas sentados ou de cócoras. Desta forma, as pessoas estariam penduradas da corda pela cintura, para garantir os mesmos resultados do desafio anterior.

We jumped directly to the second exercise, which put everyone in contact with a single local profession. Participants had to choose one of the many available professions on site – a trader, a security guard, a hauler – and, in a single spread, separately sketch the head of the professional, his/her hands, the product/service, the hands of the receiver/customer and his/her head. This would focus all sketching attention on the main elements of a trade or a transaction. Head-expression, hands-action and product/service provided as the element that brings those people together.

Com a falta de tempo, saltámos directamente para o segundo exercício, que pôs todos em contacto com uma única profissão. Os participantes tiveram de escolher uma das muitas profissões no local – um comerciante, um segurança, um carregador – e, numa dupla página, desenhar separadamente a cabeça do profissional, a sua cabeça, as suas mãos, o produto/serviço, as mãos da/o receptor/cliente e a sua cabeça. Este formato faria com que toda a energia dos desenhadores ficasse focada nos elementos principais de uma transacção. A cabeça-expressão, as mãos-acção e o produto/serviço prestado como o elemento que junta as pessoas.

Besides the traditional fishmongers and grocers you usually find in local markets, a big feature of this one is the food kiosks and dining area. This was the stage for the third exercise – participants had to follow a meal from its origin to its disposal, focusing on the people that cook it, season it, serve it, purchase it, eat it, and, of course, the people that clean after it. Placement on the spread didn’t matter, as long as you could trace the route of the food across all the people involved. Some really interesting layouts came out of this challenge, as breaking down a story in acts or moments allows for simplification in sketching technique and prompts innovation in the composition.

Para além das tradicionais peixarias e frutarias que, normalmente se encontram num mercado local, uma das grandes atracções é a área de comida e bebida. Foi o palco do terceiro exercício – os participantes tiveram de seguir uma refeição desde a sua origem até à arrumaçaõ da louça, com enfoque nas pessoas que a cozinham, a temperam, a servem, a compram, a comem e, claro, as que vêm arrumar tudo no final. A colocação na dupla página não era importante, desde que se conseguisse seguir o caminho da comida através dos seus intervenientes. Deste desafio resultaram algumas composições muito interessantes, já que, partir uma história em vários actos ou momentos permite a simplificação da técnica de representação e provoca inovação na composição.