Traço 17 – Festival de Desenho do Alentejo

For the second year, the cultural non-profit AIAR, ADC and the Raia Urban Sketchers chapter, held Traço 17 – the Alentejo Drawing Festival, in the imposing Graça fortress, overlooking Elvas.

Pelo segundo ano consecutivo, a Associação AIAR, ADC e os Urban Sketchers da Raia, hospedaram o Traço 17 – Festival de Desenho do Alentejo, no imponente Forte da Graça, com Elvas à vista.


The program was filled with lectures, presentations, workshops and exhibitions by authors from areas ranging from architecture to design, from animation to comics. Urban sketching had a major role in the Festival, with sketch meetings happening throughout the weekend. Saturday, the 14th of October, was the busiest day, with guest sketchers coming from Belgium, France and Spain, and Portugal, of course.

O programa esteve repleto de palestras, apresentações, oficinas e exposições de autores vindos de áreas desde a arquitectura ao design, da animação à banda desenhada. O urban sketching teve um papel fundamental no Festival, com encontros de desenho a acontecer ao longo do fim-de-semana. O sábado, 14 de Outubro, foi o dia mais concorrido, com desenhadores convidados oriundos da Bélgica, de França, da Espanha e de Portugal, claro.


Closing the day, the organizing committee held a barbecue by the poolside in the patio of the hostel where the guests were lodged. Arguably, the best thing about this festival is its potential to put together so many people from different walks of life, all connected by the lines of drawing.

Para fechar o dia em grande, o comité organizador preparou um churrasco à beira da piscina, no pátio do hostel onde os convidados estavam alojados. É, provavelmente a melhor parte deste festival, o seu potencial para juntar tantas pessoas de diferentes experiências, todas ligadas pelas linhas do desenho.

Live from the USk Manchester Symposium #3

USk Manchester Symposium day 3 / Simpósio USk em Manchester dia 3

160729 Manchester 01

The morning of the 29th, I meandered the workshops in and around the Manchester City Council – which casually happened to be all by American instructors. First, the Texan James Richards taught his substantial group the rudiments of sketching a crowd in the workshop “Capturing the crowd: people in public spaces”. Simple mechanisms, like setting an eye level line, giving dynamic to the walking by putting a leg in front of the other, playing with foreground, middle ground and background. All contributed to a good notion of a crowd in a sketch, which is a solid base for sketching public spaces.

Durante a manhã do dia 29, circulei pelas oficinas em torno do Manchester City Council – que casualmente eram apenas oficinas lideradas por formadores norte-americanos. Na primeira, o Texano James Richards ensinou o seu substancial grupo os rudimentos de desenhar uma multidão na oficina “Capturando a multidão: pessoas em locais públicos”. Mecanismos simples, como estabelecer uma linha de nível de visão, transmitindo dinâmica ao andar das pessoas colocando uma perna à frente da outra, jogando com primeiro plano, plano médio e plano de fundo. Todos contribuem para dar a ideia de uma boa multidão num desenho, que é uma base sólida para desenho de espaços públicos.

160729 Manchester 02

Stephanie Bower was right next door, in the first floor of the Manchester City Council, tending to her workshop on “Soaring spaces”. Her students sat quietly on the floor or on their foldable benches, paying attention to every detail of a pointed arch in a hall and carefully setting perspective lines to help them comprehend the notions of vanishing points, symmetry and directional lines for to better sketch an arched and vaulted interior.

Stephanie Bower estava mesmo ao lado, no primeiro piso do Manchester City Council, a tomar conta da sua oficina sobre “Espaços em crescendo”. Os seus alunos sentavam-se silenciosamente no pavimento ou nos seus bancos desdobráveis, prestando atenção a todos os detalhes de um arco em ogiva de um átrio e, cuidadosamente, estabelecendo linhas de perspectiva que os ajudassem a compreender as noções de ponto de fuga, simetria e linhas direccionais, para um melhor desenho de uma arcada e de abóbadas interiores.

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While Stephanie’s workshop was set in the dead quiet of the City Council, Paul Heaston, a stonethrow away, under a stone arcade, pushed the limit of his students by making them sketch in spherical perspective, while showing an immense level of detail in all the stuff happening between the arches, using the arcade as a frame to the city’s life.

Enquando a oficina da Stephanie se passava no silêncio absoluto do City Council, a um tiro de distância o Paul Heaston, debaixo de uma arcada, testava os limites dos formandos, fazendo-os desenhar em perspectiva esférica, ao mesmo tempo que os fazia mostrar um nível imenso de detalhe em tudo o que se passava entre os arcos, usando a arcada como uma moldura para encaixilhar a vida da cidade.

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There were no workshops during the afternoon. Instead, activities and lectures took their place. There were so much to choose from, but I felt it was relevant to check on Mark Leibowitz‘s round table on “Running your regional chapter” of Urban Sketchers. It’s always a complex matter to share the different experiences and difficulties of the many Urban Sketchers worldwide chapters. More questions arose than solutions, but the main success of this session was that the regional admins got to know the people behind other groups and could later mingle with the ones that could actually help them overcome their specific challenges.

Não havia mais oficinas durante a tarde. Ao invés disso, aconteceram actividades e palestras. Havia tanto por onde escolher, mas pareceu-me pertinente mostrar o que acontecia na mesa redonda “Gerindo o teu capítulo regional” do Mark Leibowitz. Foi sempre um assunto delicado e complicado partilhar as diferentes experiências e dificuldades dos muitos grupos de Urban Sketchers em torno do mundo. Levantaram-se mais questões que soluções, mas o sucesso desta sessão foi que os coordenadores regionais conheceram cara-a-cara os líderes de outros grupos e poderiam mais tarde falar individualmente com algum outro coordenador que os pudesse, pela experiência, ajudar a ultrapassar os desafios específicos.

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Urban Sketchers Portugal very own Nelson Paciência had an singular lecture in stock. He used his slot on stage to share his unique experience while teaching sketching to inmates in Lisboa’s high security prison. The audience listened carefully as Nelson told us how surprising and heartwarming the experience had been to the inmates whom he taught and spent time with. His conclusions on the lack of dignity that inmates have and how sketching can become a tool of rebellion, a symbol of empowerment and an escape from life in the cell, spurred a long and fruitful debate.

O Nelson Paciência, dos Urban Sketchers Portugal tinha uma palestra singular para apresentar. Ele usou o seu lugar na agenda do palco para partilhar a sua experiência única enquanto formador de desenho aos prisioneiros da prisão de alta segurança de Monsanto, em Lisboa. A plateia ouvia com atenção enquanto o Nelson nos contava quão surpreendente e comovente tinha sido a experiência com os prisioneiros com que passou tempo e ensinou. As suas conclusões sobre a falta de dignidade que os prisioneiros são sujeitos, e como o desenho se tornou uma ferramenta de revolta, um símbolo de fortalecimento e uma fuga à vida na cela, despoletaram um debate longo e frutuoso.