Hahnemühle Grey Book review

(Cliquem aqui para a versão em Português da avaliação)

For the second year in a row, I embraced the Inktober challenge. It was the perfect chance to test drive my brand new Grey Book by German manufacturer Hahnemühle. It’s a handy A5 portrait bounded sketchbook, with 40 sheets of light gray 120gsm paper. Closed, it measures 15.5cm by 21.7cm, making it easy to carry in a large jacket pocket, or a small bag or backpack. Open, it offers a surface of 29.7cm by 21cm (exactly an A4 sheet) to sketch upon. It comes with the usual Hahnemühle marking red ribbon attached to the spine, which I actually end up never using, but gives it a charming appearance to the sketchbook.

The beautiful dark grey dyed cover with sharp edged corners, mimics the texture of timber and it’s very lightweight, making the Grey Book easy to carry around. Hahnemühle’s logo is stamped in bas relief on the back cover, bottom center. Although my book passed the test of wear with flying colors (it was used intensively for a month and a half), the cover of one of my fellow sketchers Grey Book saw intense wear on the surface. It probably shouldn’t be your sketchbook of choice if you go on a rough ride, but it’s perfect to carry it around in your day-to-day life.

I didn’t treat it very nicely in the first few dates. To create a sense of contrasting light, shadow and deepness that my theme of choice – Game of Thrones – required, I aimed to get deeply inked pages in black (Platinum Carbon), white (correction fluid) and blue (Sennelier Indigo ink). This rough treatment took the paper to the limit. After the first few pages, it shouted the safe word “Bleed!” The heavily wet media, eventually bleeds to the next page, rendering another shade of grey to it (I knew I couldn’t write my way around this!) I had to forsake brushes and correction fluid and go for softer ink usage. Worth the try though.

I learned my lesson, and throughout most of the sketchbook, I used softer tools and techniques – a Pilot Parallel pen loaded with Platinum Carbon ink, a Kuretake Bimoji brush pen, a red Pilot V-Sign pen and a white Uni Posca, both brush and felt tip. All worked beautifully! No bleeds. No smears or smudges. Quick to dry. The artwork – line or stain – remained crisp and clear.

The Grey Book is an excellent training tool for working on the spectrum of light, midtones and shadows, because it puts you in the unusual place of having to work the extremities of this spectrum, while carefully preserving the grey background. I can easily see the Grey Book appealing to both beginners who will find it challenging and unusual but enticing, and experienced artists who will use it to test light and shadow in preparation of a larger work.

The paper texture is generally smooth, but with enough grain not to feel like satin and to make the user feel some friction and texture when sketching, which appeals to most casual sketchers, and also provides a competent surface for experienced artists to test new techniques and concepts. Be careful with the fingers though. I’ve stained almost every page just by gripping the sketchbook a bit too hard.

One feature that took me by surprise is the fact that the grey paper easily acquires the tint of the surrounding light. Depending on where you’re sketching or leafing through the pages, the atmosphere around the paper optically affects it in a very noticeable way. You can be sketching on a yellowish warmer grey paper, or a blueish, almost violet cool grey. That makes for an unusual but very gratifying sketching experience!

A downside of the Grey Book is that it doesn’t open to a completely flat surface along the spine, unlike the Watercolor Book, which kind of hampers sketching across the seam. Still, it’s flatter than most hardbound sketchbooks I’ve used before.

Pros final count:

  • Awesome texture and paper
  • Awesome cover look and feel
  • Powerful light-shadow training and experimentation tool
  • Chameleonic gray paper
  • Portable, lightweight, resistant

Cons count:

  • Bleeds when wet media is heavily applied
  • Stains easily from gripping fingers
  • Open spread isn’t completely flat in the gutter

Final veredict:

Christmas is coming! The Grey Book makes for a great and affordable gift (8.34€ in my local art supply store) for either an experienced artist who can test future works based on midtones or just wants to try out a different surface to work on, or a beginner sketcher, who can benefit a lot from the educational potential of playing with the midtones, highlights and shadows.

Avaliando o Hahnemühle Grey Book

(Click here for the English version of the review)

Pelo segundo ano consecutivo, abracei o desafio Inktober. Foi a oportunidade perfeita para testar o meu Grey Book novo, do fabricante Alemão Hahnemühle. É um prático caderno A5 vertical cosido, com 40 folhas de papel de 120g/m2 cinza claro. Fechado, mede 15.5xm por 21.7cm, tornando-o portátil num bolso grande de casaco, ou numa pequena mala ou mochila. Aberto, oferece uma superfície de 29.7cm por 21cm (exactamente uma folha A4) para desenhar. Vem com a habitual fita vermelha da Hahnemühle para marcar, presa à espinha, coisa que acabo por nunca usar, mas que dá um charme extra ao caderno.

A bela capa cinza escura de cantos angulosos, imita a textura da madeira e é mutio leve, tornando o Grey Book bastante portátil. O logo da Hahnemühle está estampado em baixo relevo na contracapa, ao centro. Apesar de o meu caderno ter passado o teste do tempo com distinção (foi usado intensamente durante um mês e meio), a capa do caderno de um meu colega viu desgaste intenso à superficie. Não é, provavelmente, a melhor escolha de caderno para uma aventura perigosa, mas é perfeito para a vida urbana do dia-a-dia.

Não o tratei muito bem nos primeiros encontros. Para criar a luz, sombra e profundidade contrastantes que o tema escolhido exigia – Game of Thrones – planeei páginas com manchas intensas de preto (Platinum Carbon), branco (corrector) e azul (tinta Sennelier Indigo). Levei o papel ao limite com este tratamento à bruta. Depois das primeiras páginas, ele gritou a palava de segurança “Borrão!” A tinta húmida perpassou para a página seguinte, criando uma sombra de cinza extra (Eu sabia que não iria conseguir contornar isto!) Tive de preterir os pincéis e o corrector pelas canetas. Mas valeu a pena tentar.

Aprendi a lição. Na maior parte do resto do caderno, usei técnicas mais suaves de aplicação de tinta – uma caneta Pilot Parallel carregada com tinta Platinum Carbon, uma caneta pincel Kuretake Bimoji, uma caneta Pilot V-Sign vermelha e uma Uni Posca branca, nas versões ponta de feltro e caneta pincel. Todas estas ferramentas resultaram na perceição! Sem haver transferência para as páginas seguintes. Sem borrões. Secagem rápida. Os desenhos – linha ou mancha – permaneceram nítidos e claros.

O Grey Book é uma ferramenta de aprendizagem excelente, para trabalhar o espectro de luzes, meios-tons e sombras, porque nos coloca no lugar invulgar de ter de trabalhar as extremidades deste espectro, preservando cuidadosamente o fundo cinza. Consigo facilmente ver o Grey Book a apelar tanto a principiantes que se querem prestar a um desafio novo, como a artistas mais experientes que o usarão para testar a luz e a sombra, na preparação de um trabalho final.

A textura do papel é suave em geral, mas com rugosidade suficiente para não parecer satinado e conferir algum atrito e textura ao gesto do desenho, característica que apela à maior parte dos desenhadores, e também oferece uma superfície competente para artistas experimentados testarem novas técnicas e conceitos. Mas, cuidado com os dedos. Deixei impressões digitais em quase todas as páginas apenas por segurar o caderno com um pouco mais de força.

Uma característica que me surpreendeu foi a capacidade do papel cinza adquirir muito facilmente o tom da luz envolvente. Dependendo do local onde se está a desenhar ou a folhear as paginas, a atmosfera envolvente afecta opticamente a cor do cinza de uma forma muito notória. De um sítio para outro, pode-se estar a desenhar num papel cinza amarelado mais quente, ou num cinza azulado fresco, quase violeta. É uma experiência de desenho invulgar mas muito gratificante!

Um ponto menos positivo do Grey Book é que a superfície da dupla página não abre para uma superfície completamente horizontal na espinha, como é o caso do Watercolor Book, que prejudica ligeiramente o desenho de uma página para a outra. Ainda assim, o ângulo de abertura é mais plano que a maior parte dos cadernos cosidos que usei até agora.

Contagem final dos prós:

  • Papel e textura espectaculares
  • Aspecto e tacto da capa espectaculares
  • Ferramenta poderosa na experimentação de efeitos sombra-luz
  • Papel cinza camaleónico
  • Portátil, leve, resistente

Contagem final dos contras:

  • Perpassa quando materiais húmidos são aplicados em grande quantidade
  • Superfície do papel mancha facilmente com os dedos
  • A dupla página não é completamente horizontal na espinha

Veredicto final:

Vêm aí o Natal! O Grey Book é uma prenda excelente e relativamente barata (8.34€ na minha loja de arte local) quer para um artista experiente que queira testar trabalhos futuros com base em meios tons ou apenas quer experimentar uma superfície de trabalho diferente, ou para um desenhador principiante, que pode beneficiar muito do potencial educativo de jogar com os tons médios, a luz e a sombra.