LIVE STREAM – Watercolor exhibition / Exposição de aguarelas

Next saturday, April 18th, at 5pm (GMT+1), I will open my watercolor and sketchbook exhibition, live streaming from my home, on Instagram.
I will show each work individually and speak a bit about them, and of my path from the pages of the sketchbook to the watercolor sheets. I’ll be speaking in English.

The Orlando Ribeiro Municipal Library, who would be generously hosting the exhibition from April to May, will post photos of all the exhibited works in their Facebook page. Be sure to visit them and see the displayed works at your own pace. I will also post the resulting video, afterwards, on my Facebook profile.

Bring your favorite drink and snack and feel virtually welcome to my living room / exhibition hall. Be sure to check my Instagram and stay tuned to the live streaming. See you soon!

No próximo sábado, dia 18 de Abril, às 17h (hora de Lisboa), irei inaugurar a minha exposição de aguarelas e cadernos a partir de casa, em live streaming no Instagram. Mostrarei e falarei um pouco sobre cada um dos trabalhos e do meu percurso desde as páginas dos diários gráficos às folhas de aguarela. A conversa será em Inglês, para que a plateia internacional também possa participar.

A Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro, que iria ser a generosa anfitriã da exposição, irá publicar as peças expostas na sua página Facebook. Visitem a página e vejam as peças ao vosso ritmo. Irei também publicar o video resultante em diferido no meu perfil Facebook.

Tragam a vossa bebida e o vosso petisco favoritos e sejam virtualmente bem vindos à minha sala de estar / salão de exposições. Visitem o meu Instagram e fiquem atentos ao live streaming. Até breve!

Watercolor exhibition / Exposição de aguarelas

I am very happy to announce my first solo exhibition of watercolors and sketchbooks!

Thanks to a generous invitation from the Orlando Ribeiro Municipal Library – to which I thank for the opportunity! – I will showcase some of my sketchbooks and several watercolor paintings done in the beginning of 2020. These will be available for purchase for the duration of the exhibition.

I would like to invite you to join me in the opening, for a bit of art, a snack and a a nice chat. Waiting for you in Telheiras, Lisboa, on April 18th, at 5pm. See you soon!


Estou muito feliz em anunciar-vos a minha primeira exposição de aguarelas e cadernos em nome individual!

Graças a um generoso convite da Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro – a quem agradeço a oportunidade a disponibilidade – irei expor alguns dos meus diários gráficos e varias aguarelas feitas no início de 2020. Estas últimas estarão disponíveis para venda durante o período da exposição.

Gostaria de vos convidar a aparecerem na inauguração, para um pouco de arte, um petisco e dois dedos de conversa. Espero por vós em Telheiras, Lisboa, no dia 18 de Abril, às 17h. Até breve!

About the exhibition

The sketchbook is an introvert – a laboratory of techniques and ideas, light and textures, colors and styles. It’s our travel companion and an open spirit, where nothing is final or definite – mistake and incompleteness are a natural part of the experience of each page. It is a tool of memory and build up of knowledge.

The watercolor sheet is an extrovert – a territory where ideas are expressed to an audience and the sketchbook knowledge is distilled. Colors, water and brushes coordinate to build a coherent and consistent image.

This exhibition tells the story of a journey from introversion to extroversion, from the sketchbook to the watercolor sheet.


Sobre a exposição

O diário gráfico é introvertido – um laboratório de técnicas e ideias, luz e texturas, cores e estilos. Acompanha-nos nas viagens e é um espírito aberto, onde nada é final nem definitivo – o erro e a incompletude são parte natural na experiência de cada página. É uma ferramenta de memória e de acumulação de saberes.

A folha de aguarela é extrovertida – é um território onde as ideias são expressas a uma plateia e se destila a aprendizagem feita no diário. As cores, a água e os pincéis coordenam-se para construir uma imagem que procura ser consistente e consciente.

Esta exposição conta a história desta viagem da introversão à extroversão, do diário gráfico à folha de aguarela.

Drawing Ground Zero

Last weekend, the iconic MAAT in Lisboa opened its doors to a group of sketchers, willing to see reality in a different way. In a workshop guided by Tomás Reis and I – Drawing Ground Zero – participants learned how to deconstruct their preconceptions on sketching, and pushed themselves to unify what they saw in a single-minded gesture, line by line.

Through demos and exercises on topographic drawing, the group produced drawings without edges, volumes instead of shapes, meshes of reality based on surfaces and textures alone.

 

The workshop was heavily based on João Louro‘s exhibition, Linguistic Ground Zero, featured in the museum, where the leveling of concepts and language were key to understanding the world from a different perspective.

Afterwards, all the participants got a free tour around the exhibitions of the museum. The reception we had at MAAT was outstanding, and we have to thank all the people there for having and supporting us, and to Patrícia Canastreiro for her excellent photo reportage!

No passado fim de semana, o iconico MAAT, em Lisboa, abriu as portas a um grupo de desenhadores prontos a ver a realidade de uma forma diferente. Numa oficina guiada pelo Tomás Reis e por mim – Drawing Ground Zero – os participantes aprenderam a desconstruir os seus preconceitos sobre desenho, e a levar adiante a ideia de unir tudo o que vêem num único gesto, linha a linha.

Através de demonstrações e exercícios sobre desenho topográfico, o grupo produziu desenhos sem arestas, com volumes em vez de formas, malhas da realidade baseadas apenas em superfícies e texturas.

A oficina for fortemente baseada na exposição do João Louro, Linguistic Ground Zero, em destaque no museu, em que a destruição de conceitos e linguagem era a chave para compreender o mundo de uma perspectiva diferente.

No final da oficina, os participantes tiveram direito a uma visita guiada gratuita às exposições patentes no museu. A recepção do MAAT foi fora de série, e temos de agradecer a todos os que nos apoiaram e ajudaram, e à Patrícia Canastreiro pela belíssima reportagem fotográfica!

Chinese opera

There are many stories upon the walls of the Museu do Oriente, in Lisbon.

These violent opera gouaches, by Wang Yishi’s, date from 1989 and comes from the Kwok On collection. Chinese opera is laden with simbolism, archetypal characters and it’s in the crossroads of several forms of art. Yishi displays the opera beyond the stage, the music, the costumes and the singing. His paintings are, according to himself: “the hope of being able to, with a new outlook, return to the simplicity of the human nature, of recalling the natural authenticity, of searching the vital strength.

Há muitas histórias contadas nas paredes do Museu do Oriente, em Lisboa.

Estes violentos gouaches de una ópera, de Wang Yishi, é de 1989 e provêm da colecção Kwok On. A ópera Chinesa é carregada de símbolos, personagens arquetípicos e está no cruzamento de várias artes. Yishi mostra-nos a ópera para além do palco, da música, dos figurinos e do canto. A pintura dele, segundo o próprio: “é a especança de poder, com um novo olhar, regressar à simplicidade da natureza humana, de relembrar a autenticidade natural, de procurar a força vital.

 

Brave new watercolor world

When coloring my sketches, watercolors are my weapon of choice. Ever since a notorious sketching trip to Istanbul, I adopted watercolor as a portable and practical tool, that would quickly turn my usual black and white sketches into lively eye-candy onsite reportages.

Quando pinto os meus desenhos, a aguarela é a minha escolha de arma. Desde uma viagem de desenho a Istambul, adoptei a aguarela como uma ferramenta prática e portátil, que rapidamente tornava os meus pretos e brancos em reportagens gráficas vívidas e apetecíveis.

Lately, for professional reasons, as well as personal influences, I’m shifting more and more into the world of watercolor. That is, having both drawing and coloring play equal roles in the final result. So, the International Watercolor Festival jointly organized by AAPOR and IWS in Torres Vedras was a must visit, if only for one day! The festival featured an exhibition of works by international heavyweight artists like Amit Kapoor or Eleanor Hill, but also Portuguese masters like António Bártolo. There were also demos from the pros and art supplies kiosks.

Ultimamente, por razões profissionais e influências pessoais, estou cada vez mais a entrar no mundo da aguarela. Isto é, a ter o desenho e a cor a desempenhar papéis iguais no resultado final. Assim, o Festival Internacional de Aguarela, organizado em conjunto pela AAPOR e pela IWS em Torres Vedras era obrigatória, mesmo que só por um dia! O festival apresentava uma exposição de obras de pesos-pesados internacionais como Amit Kapoor ou Eleanor Hill, mas também mestres Portugueses como António Bártolo. Também havia demonstrações dos prós e quiosques com material de arte para testar e comprar.

In the late morning, Irina, the Winsor & Newton sales rep in the festival gave a few of us the chance to test, among other materials, a ridiculously thick paper (640g) we decided to dub “Pladur”, after the popular drywall Spanish brand. Its coarse grain is all but incredible to use, but the extra thickness is a feature that I’m still not ready to take advantage of.

Ao final da manhã, a Irina, representante da Winsor & Newton no festival, deu a alguns de nós a oportunidade de testar, entre outros materiais, um papel ridiculamente espesso (640g) que nós decidimos baptizar de “Pladur”, a partir da popular marca Espanhola de gesso cartonado. O grão grosso do papel era apenas incrível de usar, mas a espessura extra é uma característica que ainda não me sinto preparado para tirar partido.

Oeste Sketchers set a sketch meeting for the same day, so I was happy to have a crowd of fellow sketchers to relax, sketch, eat and drink beer with.

Os Oeste Sketchers marcaram encontro no mesmo dia. Foi bom ter companhia de malta do desenho com quem relaxar, desenhar, comer e beber cerveja.