The cornershop of yummy

Ever since coming back home from Sweden, we’ve been getting reacquainted with Lisboa, meandering familiar old streets renewed with brand new establishments based on more or less innovative business ideas and hip cafés catering for the busy young creative class of the emerging design districts – seems like every corner of Lisboa aims to be one nowadays.

Desde o regresso da Suécia que nos temos estado a familiarizar de novo com Lisboa, percorrendo as antigas ruas refrescadas com novos establecimentos, baseados em ideias de negócio mais ou menos inovadoras e cafés da moda ao serviço da frenética classe de jovens criativos, os ocupantes dos bairros criativos emergentes – e parece que qualquer cantinho de Lisboa ambiciona sê-lo hoje em dia.

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It feels very reassuring, however, that some of our favorite spots are still just the way we remembered them. One such place is the São Roque bakery, right in the corner of Rua da Rosa and Rua D. Pedro V. This old cornershop bakes and sells the puffy, greasy, buttery delights of Portuguese pastry that will make you climb the steep streets right to the very top of the 17th century district of Bairro Alto. All this in a heavily decorated Art Noveau atmosphere of columns, tiles, cherubs and floral elements, straight from the early 20th century to your tummy!

É muito tranquilizador, porém, que alguns dos nossos sítios favoritos ainda estejam da forma que os recordavamos. Um deses sítios é a Padaria de S. Roque na esquida na Rua da Rosa e da Rua D. Pedro V. Esta antiga loja de esquina tem pão e pastelaria de fabrico próprio e é fofa, gordurosa e manteigueira o suficiente para nos fazer subir o Bairro Alto inteiro até ao topo. Tudo isto num ambiente Arte Nova amplamente decorado com colunas, azulejos, querubins  e elementos florais, directamente do princípio do século para o seu estômago!

The staff seems to be family, and all are grassroots Lisboa-dwellers, as attested by one girl that proudly claimed to have been part of the teams of two different parishes in the Marchas Populares of the Lisboa’s festivities of June. All the while, on the wall-mounted TV-set, local team Benfica utterly crushed Estoril in a championship match, by six goals. From behind the counter, the staff prayed for the seventh, but it never came.

O pessoal parece ser todo familia, primas, tias e sobrinhas umas das outras, e são todas típicas lisboetas, como confirmado por uma das raparigas que afirmava de peito feito que fez parte de duas equipas nas Marchas Populares de Lisboa. Entretanto, no televisor montado na parede, o Benfica esmagava o Estoril no campeonato nacional por seis bolas a zero. Detrás do balcão ansiava-se pelo sétimo, que não chegou a aparecer.

Uma só palavra (ROMA)

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O encenador do espectáculo Uma Só Palavra (ROMA) e meu amigo convidou-me a assistir à apresentação final no Estoril. Pude assistir aos últimos preparativos do grupo, a correcções de luz, os últimos toques na dinâmica de algumas cenas, a colocação do cenário. Muitas coisas podem correr mal quando  se tem vinte e seis actores de idades entre os dez e os setenta e um anos no palco durante todo o espectáculo.

The director of the play Uma Só Palavra (ROMA) (One Single Word (ROME)) and friend of mine, invited me over to watch the final show of the play by Grupo de Teatro de Santo António do Estoril. I got to watch the preparations of the crew. The lighting corrections, the last touches in the dynamics of some scenes, the placement of the furniture. Much can go wrong in a play with twenty-something actors of ages ranging from ten to fifty-something on stage the whole time.

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Apesar das condicionantes, ficou-se com a sensação de que tudo correu bem. O texto, escrito por Joana Liberal, baseado em factos históricos, contava a história de Miguel de Sousa, um diplomata português destacado em Roma, durante as invasões francesas do início do séc. XIX, que resistiu à autoridade do governo Napoleónico e ganhou a afeição do povo romano no final.

Despite all that, I got the feeling the show went well. The text, written by Joana Liberal, based on an actual historical figure, told the story of Miguel de Sousa, a portuguese diplomat in Rome, during the french invasions of the early 19th century, who resisted the authority of the Napoleonic government and gained the affection of the roman people in the very end.

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As personagens eram tanto simbólicas (como a multidão romana resistindo aos gendarmes franceses) como absolutas – as criadas, o actor, a condessa, o padre, o Papa, as freiras, o pai ávaro, o gendarme e até mesmo um soldado francês da Grande Armée à conversa com o seu imperador.

The characters were both symbolic (as in the roman mob resisting the french gendarmes) and absolute – the maids, the actor, the countess, the priest, the Pope, the sisters, the stingy father, the gendarme and even a french soldier of the Grande Armée.

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O espectáculo começa com uma multidão – resistente às forças de ocupação – e acaba com outra multidão – as mesmas pessoas, desta vez rejubilando com a libertação e honrando as pessoas que, com eles, resistiram à ocupação de Roma. Com tanto texto e com tantos actores deve ter sido um grande desafio para todos os envolvidos!

The play starts with a mob – one resisting the occupation forces – and ends with another mob – the same people, rejoicing with the liberation and honoring the people that, with them, resisted the occupation of Rome. Heavy in text and with so many actors, I can only imagine that the play must have been a tough challenge to everyone involved!

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