Chinese opera

There are many stories upon the walls of the Museu do Oriente, in Lisbon.

These violent opera gouaches, by Wang Yishi’s, date from 1989 and comes from the Kwok On collection. Chinese opera is laden with simbolism, archetypal characters and it’s in the crossroads of several forms of art. Yishi displays the opera beyond the stage, the music, the costumes and the singing. His paintings are, according to himself: “the hope of being able to, with a new outlook, return to the simplicity of the human nature, of recalling the natural authenticity, of searching the vital strength.

Há muitas histórias contadas nas paredes do Museu do Oriente, em Lisboa.

Estes violentos gouaches de una ópera, de Wang Yishi, é de 1989 e provêm da colecção Kwok On. A ópera Chinesa é carregada de símbolos, personagens arquetípicos e está no cruzamento de várias artes. Yishi mostra-nos a ópera para além do palco, da música, dos figurinos e do canto. A pintura dele, segundo o próprio: “é a especança de poder, com um novo olhar, regressar à simplicidade da natureza humana, de relembrar a autenticidade natural, de procurar a força vital.

 

The year of the rooster

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As part of the 54th Worldwide Sketchcrawl, Portuguese Urban Sketchers met in the most international square in Lisboa to join and sketch the Chinese New Year celebrations. There is no formal Chinatown in Lisboa, as opposed to many other cities in the western world where the Sketchcrawl will take place. But the Martim Moniz square is doubtlessly where the Chinese community is most present in the country. What stops it from becoming a proper Chinatown is that many more immigrant communities share the square as a hub, and they all add to the cultural mosaic that Martim Moniz is today.

Como parte do 54º Sketchcrawl mundial, os Urban Sketchers portugueses encontraram-se na praça mais internacional de Lisboa para se juntarem e desenharem a celebração do ano novo Chinês. Não há uma Chinatown formalizada em Lisboa, ao contrário de muitas outras cidades no mundo ocidental onde o Sketchcrawl irá ter lugar. Mas o Martim Moniz é, sem dúvida, o lugar no país onde a comunidade Chinesa está mais presente. O que o impede de ser uma Chinatown é que muitas outras comunidades de imigrantes partilham a praça como um centro e todos se acrescentam ao mosaico cultural que o Martim Moniz é hoje.

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The public celebrations were held a week before the actual New Year (which fell on the 28th of January) to allow some quiet family time for the Chinese community in the following weekend. In the central stage, several Chinese school classes came to showcase their dancing and musical talents. One of the girls in full costume and make-up – Yanchi – even gave me her autograph on the sketchbook, beside her portrait, while all around, a marketplace spread across half the square, selling arts and crafts and representing businesses and commerce chambers. Unfortunately, the parade had happened the day before.

As festividades públicas tiveram lugar uma semana antes do novo ano propriamente dito (que calhou a 28 de Janeiro) para deixar essa data para o convívio famimiar da comunidade Chinesa. No palco central, várias turmas de escolas Chinesas vieram mostrar os seus talentos musicais e de dança. Uma das pequenas dançarinas, ainda vestida e maquilhada a rigor – Yanchi – ainda me deu o seu autógrafo no caderno, ao lado do seu retrato, enquanto à volta espalhava-se um mercado sobre metade da praça, com venda de artesanato e peças tradicionais Chinesas e representações de negociantes e associações comerciais. Infelizmente, a parada do dragão já havia acontecido no dia anterior.

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Happy year of the rooster for everyone!

Feliz ano do galo para todos!