Capitolino, Palatino and Aventino

The Palatino hill is, as the name suggests, the palatial district of ancient Rome. Many emperors and patricians established their residences here, looking over the other six hills of the city, and connected to them by remains of fora and other public spaces. It is now a closed off, ticket-only area of the city, where tourists meander the ruins, finding out how the ancient masters of the empire lived their daily lives.

A colina do Palatino é, como o nome sugere, o bairro palacial da antiga Roma. Muitos imperadores e patrícios estabeleceram aqui as suas residências, com vista para as restantes seis colinas da cidade, e ligado a elas pelos restos dos fora e de outros espaços públicos. É agora uma área fechada, acessível com bilhete, onde os turistas contornam as ruínas, tentando descobrir como os antigos mestres do império viviam o quotidiano.

Right besides it, the Capitolino, a citadel hill heavily connected to the myths that populate the origins of Rome, was the building ground to several temples, including a major temple to Jupiter. Nowadays, the post-medieval palazzi dominate the hill, with the overwhelming Michelangelo’s Piazza del Campidoglio in center stage.

Mesmo ao lado, o Capitolino, uma colina-cidadela fortemente ligada aos mitos que povoam as origens de Roma, foi o local de construção de vários templos, incluindo um grande templo consagrado a Júpiter. Hoje em dia, os palazzi pós-medievais dominam a colina, com a estrondosa Piazza del Campidoglio de Michelangelo no centro do palco.

To the south lies the Aventino hill, made known for its association with working-class Romans and criminal leagues in HBO’s excellent series “Rome“. The historical past of the Aventino is that of a diverse area, where foreign peoples and religions made entry to the ancient city. Today, the Aventino is an affluent and idyllic hill, where wealthy manors and richly designed gardens overlook the Circo Massimo and the Tibre between the pines of the Giardino degli Aranci.

Mais a sul fica o Aventino, tornado famoso pela sua associação com a classe operária Romana e as associações criminosas na excelente série da HBO, “Rome“. O passado histórico do Aventino é de uma área diversa, onde povos e religiões estrangeiras entravam na cidade antiga. Hoje, o Aventino é uma colina afluente e idílica, onde mansões abastadas e jardins ricamente desenhados miram o Circo Massimo e o Tibre entre os pinheiros mansos do Giardino degli Aranci.

Villa Adriana

Having read Marguerite Yourcenar’s “Memoirs of Hadrian” in my youth, a major highlight in the trip to Rome had to be the notorious emperor’s personal villa, just outside of Tivoli, some 30km from the empire’s capital.

In his elder years, the Hadrian ruled from there, at a convenient distance from Rome, but far enough to be a secluded and quiet countryside estate.

The scale of the compound is immense, as was the breadth of the Roman empire at the time of Hadrian. It was supposedly self-sufficient, having plenty of agricultural land around it, with enough population to be regarded as a small town.

The emperor had his court living there, as well as regular guests and imperial officials.

The plan of the villa evolved as did Hadrian himself. Many of the places were named and built after Greek and Egyptian deities and influences Hadrian interested himself with, and the several additions to the villa reflected the eclectic life, love and travels of the emperor.

Tendo lido as Memórias de Adriano de Marguerite Yourcenar na juventude, um ponto alto da viagem a Roma tinha de ser a villa pessoal do notório imperador, nos arredores de Tivoli, a uns 30km da capital do império.

Nos seus anos tardios, Adriano governou da villa, a uma distância conveniente de Roma, mas longe o suficiente para se sentir numa pacata propriedade de campo.

A escala do complexo é imensa, tal como a expansão do império Romano à data da sua vida. Seria supostamente auto-suficiente, com vários hectares de terra cultivada em seu torno, e população suficiente para funcionar como uma aldeia.

O imperador hospedava a sua corte lá, bem como convidados frequentes e funcionários imperiais.

O plano da villa evoluiu a par e passo com o próprio Adriano. Muitos dos locais eram nomeados a partir de divindades e influências Gregas e Egípcias que despertavam o interesse de Adriano, e as várias adições feitas à villa reflectem a vida, os amores e as viagens do imperador.

The Colosseum

The ancient controversial amphitheater is the archetypal icon of the Roman empire. The spectacle of life and death raged behind its arches and on its oval stage since its completion in 80 AD. Gladiators, slaves, convicts and beasts, all spilled their blood in the sand throughout the rule of the Roman emperors.

Its many uses along the ages, which attest to the architectural quality of the compound, also reflect the change in society’s priorities of life and the city. In the middle ages, dwellers of Rome made the vaults of the Colosseum their home. A religious order established itself there for a few centuries. A Roman family made it their stronghold for a while. Its stone blocks and bronze were taken away for other uses in the city. Earthquakes and fires also had their way with the structure, before it was finally gave way to the current waves of tourists that flock daily to the Colosseum.

O antigo e controverso anfiteatro é o ícone arquetípico do império Romano. O espectáculo da vida e da morte alastrava-se por detrás dos seus arcos e sobre o seu palco oval desde a sua conclusão em 80 dC. Gladiadores, escravos, condenados e feras, vertiam o seu sangue na areia ao longo do jugo do império Romano.

Os seus muitos usos ao longo da história, que atesta à qualidade arquitectónica do complexo, também reflecte as mudanças nas noções da sociedade sobre as prioridades da vida e da cidade. Na Idade Média, habitantes de Roma fizeram das abóbadas do Coliseu a sua casa. Uma ordem religiosa estabeleceu-se lá durante alguns séculos. Uma família Romana fez dele a sua fortazela por um tempo. Os seus blocos de pedra e partes em bronze foram retirados para outros usos na cidade. Terramotos e fogos também deixaram a sua marca na estrutura, antes de finalmente darem lugar às presentes vagas de turistas que, diariamente, invadem o Coliseu.

Night Sketching in Óbidos

The Night Sketching workshop by the Pedros (Alves and Loureiro) returns to Portugal, after touring Barcelona and Riga. On May the 18th, we’ll get busy sketching and painting the medieval walled town of Óbidos.

This workshop is supported by Latitudes and sponsored by Posca pens. Each participant will get a free white Posca, ideal to sketch light sources over a watercolor wash.

Minimum attendance 8 participants – Maximum attendance 30 participants | Price per person: 30€ (25€ for USkP Association members) | Registrations until May 15th to: dklimpgen@gmail.com and/or pedro.mac.loureiro@gmail.com.

The Oeste Sketchers meeting in the morning after will be a pleasant incentive to stay overnight in the historical town.

Sketch by Pedro Alves / desenho de Pedro Alves

A oficina de desenho à noite dos Pedros (Alves e Loureiro) regressa a Portugal, depois de viajar por Barcelona e Riga. A 18 de Maio, iremos desenhar e pintar a vila medieval muralhada de Óbidos.

Esta oficina é apoiada pelo Latitudes e patrocinada pelas canetas Posca. Cada participante irá receber uma Posca branca, ideal para desenhar fontes de luz sobre uma aguarela terminada.

Mínimo 8 participantes – Máximo 30 participantes | Preço por pessoa: 30€  (Associados USkP: 25€) | Inscrições até 15 de Maio para mail: dklimpgen@gmail.com e/ou pedro.mac.loureiro@gmail.com

Como incentivo para pernoitar na vila histórica, os Oeste Sketchers organizaram um encontro de desenho na manhã seguinte.

Drawing Ground Zero

Last weekend, the iconic MAAT in Lisboa opened its doors to a group of sketchers, willing to see reality in a different way. In a workshop guided by Tomás Reis and I – Drawing Ground Zero – participants learned how to deconstruct their preconceptions on sketching, and pushed themselves to unify what they saw in a single-minded gesture, line by line.

Through demos and exercises on topographic drawing, the group produced drawings without edges, volumes instead of shapes, meshes of reality based on surfaces and textures alone.

 

The workshop was heavily based on João Louro‘s exhibition, Linguistic Ground Zero, featured in the museum, where the leveling of concepts and language were key to understanding the world from a different perspective.

Afterwards, all the participants got a free tour around the exhibitions of the museum. The reception we had at MAAT was outstanding, and we have to thank all the people there for having and supporting us, and to Patrícia Canastreiro for her excellent photo reportage!

No passado fim de semana, o iconico MAAT, em Lisboa, abriu as portas a um grupo de desenhadores prontos a ver a realidade de uma forma diferente. Numa oficina guiada pelo Tomás Reis e por mim – Drawing Ground Zero – os participantes aprenderam a desconstruir os seus preconceitos sobre desenho, e a levar adiante a ideia de unir tudo o que vêem num único gesto, linha a linha.

Através de demonstrações e exercícios sobre desenho topográfico, o grupo produziu desenhos sem arestas, com volumes em vez de formas, malhas da realidade baseadas apenas em superfícies e texturas.

A oficina for fortemente baseada na exposição do João Louro, Linguistic Ground Zero, em destaque no museu, em que a destruição de conceitos e linguagem era a chave para compreender o mundo de uma perspectiva diferente.

No final da oficina, os participantes tiveram direito a uma visita guiada gratuita às exposições patentes no museu. A recepção do MAAT foi fora de série, e temos de agradecer a todos os que nos apoiaram e ajudaram, e à Patrícia Canastreiro pela belíssima reportagem fotográfica!