Workshop and sketchcrawl in Portimão

As usual, at this time of the year, the Municipality of Portimão – with the support of Urban Sketchers Algarve – devotes a weekend to sketching. On saturday, the 24th, António Procópio and I will lead a workshop on distorted perspectives. We’ll show the basics of widening the angle of your sketchbook while portraying architecture and people. The workshop is free so, if you’re around, come by and put some some grotesque into your sketchbook.

After that, on sunday, sketchers will gather for an all-day sketchcrawl. Lunch break is, as always, sponsored by the City – make sure to register first, by writing to urbansketchersalgarve@gmail.com.

Como de costume, nesta altura do ano, o Município de Portimão – com o apoio dos Urban Sketchers Algarve – dedica um fim-de-semana ao desenho. No sábado de 24, o António Procópio e eu vamos conduzir uma oficina sobre perspectivas distorcidas. Iremos mostrar os fundamentais de alargar o ângulo do vosso caderno enquanto desenhamos arquitectura e pessoas. A oficina é gratuita, portanto, se estiverem na zona, apareçam e tornem o vosso caderno um pouco mais grotesco.

Depois disso, no sábado, os desenhadores irão encontrar-se para um sketchcrawl de dia inteiro. O intervalo para almoço é, como sempre, patrocinado pela Câmara – inscrevam-se escrevendo para urbansketchersalgarve@gmail.com.

 

All hundred hands on deck!

Aaaaand it’s DONE! One hundred hands in a work week! Phew!

I took the challenge made by urban sketchers Marc Taro Holmes and Liz Steel, to sketch one hundred people in a week, and tweaked it a bit, to suit the suggestions made by fellow sketchers last year, and also my own R&D necessities. I wanted to practice hands for a long time now, since they are kind of my Achilles’ kneel of the human figure sketching. Funny thing was, the hand challenge became a mini-trend, as many sketchers, weary of sketching people, followed suit. Check #OneWeek100Hands2018 for the gallery of results.

I learned a few things and became aware of others I should practice on, more insistently. Here’s a short list of random tidbits:

  • Nails are hard, literally and figuratively. @warbunny84 had some cool insight on instagram to give about this: “I find that fingernails give that ultimate touch, where you can see exactly the finger direction just by that small detail.”
  • Fingers become fat too easily – if you’re using a thick linemaker, try to match the outside of your line with the actual finger contour.
  • Be careful with the crookedness of your fingers. An oddly positioned hand can easily become arthritis-ridden. Smooth those joints, unless you’re going for the grotesque look.
  • I might be growing a slight hand fetish – some of the hand postures I came across in the subway were really beautiful to look at.
  • Hard shadows or heavy textures worked well in preventing the hands from looking alien and misshapen.

Towards the end of the challenge, to up my game a bit, I watched Sinix’s video tutorial Anatomy Quick Tips: Hands. I highly recommend it, as his tips and instructions are clear and well organized, and become useful instantly! While you’re at it, check his whole youtube channel for more juicy stuff!

OneWeek100Hands2018

Eeeee está FEITO! Cem mãos numa semana de trabalho! Puf!

Agarrei o desafio feito pelos urban sketchers  Marc Taro Holmes e Liz Steel, para desenhar cem pessoas numa semana, e dei-lhe uns toques, para se acomodar às sugestões feitas por compinchas desenhadoras o ano passado, e também para se ajustar às minhas próprias necessidades de I&D. Queria praticar mãos há já algum tempo. Elas são o meu calcanhar de Aquiles do desenho de forma humana. O giro foi que o desafio das mãos se tornou uma mini-moda, com vários desenhadores, receosos de desenhar pessoas, me acompanharam. Confiram em #OneWeek100Hands2018 para ver a galeria dos resultados.

Aprendi algumas coisas e tornei-me consciente de várias outras em que tenho de praticar mais insistentemente. Aqui vai uma série de pedaços de reflexões:

  • As unhas são duras de roerliteralmente e figurativamente. @warbunny84 partilhou a sua sabedoria sobre o assunto no instagram: “As unhas dão aquele toque final, em que percebes claramente a direcção do dedo só com esse pequeno detalhe.”
  • Os dedos ficam gordos num instante – se usas um marcador ou caneta grossa, tenta fazer com que o rebordo exterior da tua linha coincida com o contorno da mão.
  • Cuidado com a tortura dos dedos. Uma mão numa posição estranha pode facilmente ficar afectada de artrose. Amacia as ligações entre falanges, a não ser que estejas a apontar para o grotesco.
  • Acho que estou a ficar com um ligeiro fetiche de mãos – algumas das posturas de mãos que encontrei no metro eram naturalmente muito belas.
  • Sombras duras ou texturas ajudam a prevenir que as mãos se tornem extraterrestres e deformadas.

Perto do fim do desafio, para subir a parada, vi o video tutorial do Sinix, Anatomy Quick Tips: Hands. Recomendo-o vivamente. As suas dicas e instruções são claras e bem organizadas, e tornam-se úteis instantaneamente! Já que lá vão, vejam todo o seu canal de youtube para mais coisas boas!

The challenges of night sketching

With our workshop (Pedro Alves and I) coming up in a few weeks, I start to get excited about this night sketching business! It’s really easy, and at the same time really challenging to sketch after hours. The easy aspect of it, and the most pedagogic part about it, is that your palette gets reduced to a couple, three at most, colors. Simplification of what you see – that includes lines, shapes and colors – is key. One dark, cool color for the shadows and sky, one light warm color for the illuminated parts, and a third one for special details.

The challenge is to be precise in saving the whites in your paper. With watercolor, there’s no going back  – at most, you can wash down the amount of pigment in a lighted area. And the light parts, the glare of public lamps, the shiny surfaces, are scarce and vital for the success of your sketch. Then, to complicate matters further, there are different quality light sources: while most public lighting is cheap and yellow (washing everything in a veil of ochre), some monuments enjoy expensive full spectrum white light, which returns colors in full – suddenly you have green – instead of brown – trees and bushes, and red tiles, and blue walls.

Com a nossa oficina (Pedro Alves e eu) ao virar da esquina, começo a ficar entusiasmado com esta história do desenho noturno! Desenhar fora de horas é muito fácil e ao mesmo tempo, extremamente desafiante. A parte fácil e mais pedagógica é que a paleta fica reduzida a um par de cores, no máximo três. A simplificação do que se vê – incluindo linhas, formas e cores – é a chave. Uma cor escura e fria para as sombras e céu, e uma cor clara e quente para as zonas iluminadas. Uma terceira para alguns detalhes especiais.

O desafio é ser preciso em reservar os brancos no papel. Com a aguarela, não há retorno – no máximo, pode-se diluir a quantidade de pigmento no papel com mais água numa zona iluminada. E as zonas iluminadas, o brilho da iluminação pública, as superficies reluzentes, são escassas e vitais para o sucesso do desenho. Para complicar mais as coisas, há diferentes tipos de fontes de luz em uso: a maior parte dos poste de iluminação têm luzes amarelas baratas (que envolvem tudo num véu de ocre), mas alguns monumentos distrutam de iluminação cara, abrangendo todo o espectro de luz, que restituem as cores dos objectos na totalidade – de repente temos árvores e arbustos verdes – em vez de castanhos – e telhas vermelhas e paredes azuis.

#OneWeek100Hands2018

#oneweek100people2018

It’s that time of the year again!

Urban sketchers Marc Taro Holmes, from Montreal, and Liz Steel, from Sydney, challenge the world to take on the #OneWeek100People2018 initiative. The idea is clear: sketch one hundred people in a week’s time, starting on March 5th. Read all about it in Marc, or Liz’s blogs.

Remember the Japanese folding sketchbook from last year? I filled one side of it with a crowd! I’m planning to finally fill the blank side, and I’m keeping my promise to Carla Silveira and Celeste Vaz Ferreira, who, one year ago, suggested on instagram that I should do one hundred hands next. Thanks for the idea girls! Hands are actually something I need and wanted to practice on for some time now, so here’s to Marc, Liz, Carla, Celeste and #OneWeek100Hands2018!

É aquela altura do ano outra vez!

Os urban sketchers Marc Taro Holmes, de Montreal, e Liz Steel, de Sydney, desafiaram o mundo a tomar a iniciativa #OneWeek100People2018. A ideia é clara: desenhar uma centena de pessoas durante uma semana, já a valer a partir de 5 de Março. Leiam mais aqui nos blogs do Marc e da Liz.

Lembram-se do caderno em fole do ano passado? Enchi um dos lados com uma multidão! Estou a planear encher o lado vazio, e vou cumprir a promessa que fiz à Carla Silveiro e à Celeste Vaz Ferreira, que, há um ano, sugeriram no instagram que eu deveria fazer cem mãos na próxima. Obrigado pela ideia, miúdas! Mãos são mesmo algo que preciso e tenho vontade de praticar há algum tempo, portanto, aqui vai disto Marc, Liz, Carla, Celeste e #OneWeek100Hands2018!

The stories of public realm objects

The 9th International Urban Sketchers Symposium in Porto is getting closer. Today, participants will get to choose the workshops they’ll be attending in the Summer. In the stories of public realm objects we’ll find out what tales do these ubiquitous everyday objects have to share, and what we can learn from them.

By single-mindedly focusing one object, we’ll become more aware of what it has to offer, to us, to others, how important, or how obsolete it is. The stories of public realm objects will be about immersing ourselves in the small unnoticeable things that make up the character of a true city. See you in Porto!

O 9º Simpósio Internacional de Urban Sketchers no Porto está cada vez mais próximo. Hoje, os participantes irão escolher os workshops a que irão assistir no verão. Nas histórias dos objectos públicos vamos descobrir o que nos podem contar estes objectos ubíquos, e o que é que podemos aprender com eles.

Ao nos concentrarmos num único objecto, iremos aperceber-nos do que ele nos pode oferecer, e a outros, quão importante, ou quão obsoleto ele é. As histórias dos objectos públicos serão sobre submergirmos nas pequenas e discretas coisas que fazem o carácter de uma verdadeira cidade. Vêmo-nos no Porto!