Watercolor exhibition / Exposição de aguarelas

I am very happy to announce my first solo exhibition of watercolors and sketchbooks!

Thanks to a generous invitation from the Orlando Ribeiro Municipal Library – to which I thank for the opportunity! – I will showcase some of my sketchbooks and several watercolor paintings done in the beginning of 2020. These will be available for purchase for the duration of the exhibition.

I would like to invite you to join me in the opening, for a bit of art, a snack and a a nice chat. Waiting for you in Telheiras, Lisboa, on April 18th, at 5pm. See you soon!


Estou muito feliz em anunciar-vos a minha primeira exposição de aguarelas e cadernos em nome individual!

Graças a um generoso convite da Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro – a quem agradeço a oportunidade a disponibilidade – irei expor alguns dos meus diários gráficos e varias aguarelas feitas no início de 2020. Estas últimas estarão disponíveis para venda durante o período da exposição.

Gostaria de vos convidar a aparecerem na inauguração, para um pouco de arte, um petisco e dois dedos de conversa. Espero por vós em Telheiras, Lisboa, no dia 18 de Abril, às 17h. Até breve!

About the exhibition

The sketchbook is an introvert – a laboratory of techniques and ideas, light and textures, colors and styles. It’s our travel companion and an open spirit, where nothing is final or definite – mistake and incompleteness are a natural part of the experience of each page. It is a tool of memory and build up of knowledge.

The watercolor sheet is an extrovert – a territory where ideas are expressed to an audience and the sketchbook knowledge is distilled. Colors, water and brushes coordinate to build a coherent and consistent image.

This exhibition tells the story of a journey from introversion to extroversion, from the sketchbook to the watercolor sheet.


Sobre a exposição

O diário gráfico é introvertido – um laboratório de técnicas e ideias, luz e texturas, cores e estilos. Acompanha-nos nas viagens e é um espírito aberto, onde nada é final nem definitivo – o erro e a incompletude são parte natural na experiência de cada página. É uma ferramenta de memória e de acumulação de saberes.

A folha de aguarela é extrovertida – é um território onde as ideias são expressas a uma plateia e se destila a aprendizagem feita no diário. As cores, a água e os pincéis coordenam-se para construir uma imagem que procura ser consistente e consciente.

Esta exposição conta a história desta viagem da introversão à extroversão, do diário gráfico à folha de aguarela.

SM.LT Art Layflat Stonebook review

(cliquem aqui para a versão em Português da avaliação)

SM.LT‘s Layflat watercolor stonebook is a fun surprise to pull out of your backpack. The stone cover is a neat, whimsical feature that garners attention, but the true value of this sketchbook is in the fine watercolor paper inside. The Lithuanian manufacturer generously sent me one to try out last year, after their collaboration in mine and Pedro Alves’ workshop in Barcelona, and I’m finally ready to publish some results.

Outside

The feature that gives the name to the sketchbook is its real stone cover. It’s actually a thin slice of dark slate stone glued on a hard cardboard panel, both in the front and the back cover. The slate feels uncanny, in a fun sort of way. Like you’re carrying around a slab of stone to chisel a landscape from it. Also, this makes every sketchbook unique, as the texture and pattern of the slate is never the same.

Both paper and cover are cut together to the size of 195 x 195mm, in angled corners, with no cover overlap, which makes the sketchbook a bit fragile to carry around in a bag or backpack for long.

Its weakest spot is definitely in the spine: the seams are showing, covered and held together only by a layer of transparent glue. With time and use, the glue starts peeling away as a whole – in my case, after a month of use – exposing the seams to wear and tear.

Paper

Despite the unusual cover feature, the strongest feature of this sketchbook is inside, in the paper. 32 sheets of quality 300gsm watercolor cotton paper, with a slightly coarse texture – just the way I like it – but soft enough for a nib pen to glide over it acceptably. The texture works wonders with dry watercolor brushing. Wet-on-wet techniques also handle very well, although drying is quicker than in professional watercolor papers.

The water absorption capacity is pretty good. My sketches usually take between one and three layers of watercolor, and the white of the paper still shines through in the latter case.

The endsheets are the same kind of paper, so your sketches can go end-to-end in the page flow.

Pros final count

  • Affordable cotton paper sketchbook, for your watercolor dailies, or for making watercolor tests for later serious paintings.
  • Stone cover gives it a unique look and feel.
  • Square formats are usually very flexible.
  • Just small enough to carry around, but big enough to paint a large scene.
  • Opens flat.
  • Robust stitching

Cons final count

  • Spine protection subject to tearing away with transport and use.
  • Fragile angled corners.

Final veredict

The SM.LT Layflat Stonebook is a good introduction to heavy duty cotton paper sketchbooks. Although better cotton paper sketchbooks might be available in the market, the Layflat is still a very affordable one, and finds its niche between sketching and watercoloring. The titular stone feature just makes it a bit more appealing.

Avaliando o SM.LT Art Layflat Stonebook

(click here for the English review)

Layflat watercolor stonebook da SM.LT é uma surpresa engraçada para tirar da mochila. A capa de pedra é uma extravagância com piada que chama a atenção, mas o verdadeiro valor deste caderno está no no interior, no seu excelente papel de aguarela. O fabricante Lituano graciosamente, enviou-me um exemplar para experimentar, depois da sua colaboração comigo e com o Pedro Alves, na nossa oficina em Barcelona, e estou finalmente pronto para publicar alguns resultados.

Exterior

A característica que dá o nome ao caderno é a sua capa em pedra autêntica. É, na realidade, uma folha fina de ardósia escura colada numa placa de cartão cinzento, quer na capa quer na contracapa. A ardósia parece estranha, de uma forma engraçada. Como se estivessemos a carregar uma placa de pedra, para gravar uma paisagem nela. Isto também faz com que cada caderno seja único, já que a textura e o padrão da ardósia nunca é o mesmo.

O papel e a capa são cortados juntos, à dimensão de 195 x 195mm, em cantos rectos, sem sobreposição da capa, o que fragiliza o caderno, se o tivermos na mochila ou mala durante muito tempo.

O seu ponto mais fraco é, sem dúvida, a espinha: as costuras estão à mostra, cobertas e seguras por uma camada de cola transparente. Com tempo e uso, a cola começa a separar-se do caderno por inteiro – no meu caso, depois de um mês de uso – expondo as costuras.

Papel

Apesar da singular capa, a característica mais forte desde caderno está no interior, no papel. 32 folhas de papel de algodão com 300g/m2, com uma textura ligeiramente rugosa – mesmo como eu gosto – mas macia o suficiente para que canetas de aparo deslizem aceitavelmente. A textura faz maravilhas com pinceladas de aguarela seca. Molhado sobre molhado também tem um bom comportamento, apesar de o tempo de seca ser mais breve que papel de aguarela profissional.

A absorção de água é bastante boa. Os meus desenhos costumam levar entre uma e três camadas de aguarela, e o branco do papel ainda brilha através das três.

As folhas de forra das capas são o mesmo papel. Assim é possível desenhar de uma ponta à outra do caderno.

Contagem final dos prós:

  • Caderno de papel de algodão acessível, para a vossa aguarela diária, ou para testes de aguarelas mais sérias.
  • A capa de ardósia dá-lhe um aspecto e toque únicos.
  • O formato quadrado é muito prático e adaptável.
  • Pequeno o suficiente para transportar, mas grande o suficiente para pintar cenários maiores.
  • Abre por completo.
  • Costuras robustas.

Contagem final dos contras

  • Protecção da espinha frágil e sujeita a desgaste rápido.
  • Cantos fragilizados pelo corte.

Veredicto final

O Layflat Stonebook é um bom caderno introdutório aos papeis de aguarela mais espessos. Apesar de haver melhores cadernos de papel de aguarela no mercado, o Layflat beneficia por ter um excelente equilíbrio qualidade-preço, e encontra o seu nicho entre o desenho e a aguarela. A característica titular da capa de pedra apenas o torna um bocadinho mais apetecível.

Waterfront

Genoa-Lisboa Sketch Connection

February: Waterfront / Fevereiro: Beira-mar


This is the second of a series of 12 sketchers that Valentina Raiola and I will post throughout the year 2020, recording the similarities between our two cities.

The waterfront of Lisboa, on the Tejo river, is 17km long, but for many years, most of it was only partially accessible and difficult to get to. Between shipping containers, port equipment and the railway line along the shore towards the ocean, just a few spots were available to promenade. Nowadays, the city is improving its relationship with the river, and giving the waterfront back to its citizens. One place that was always accessible, despite varying in importance, is the Cais das Colunas. Statespeople used it as a noble entrance into the city. Merchants would buy goods fresh from the overseas trading here, before anywhere else. Revolutions held their stand in the nearby Praça do Comércio, and governments established their headquarters in the surrounding colonnaded buildings.

Nowadays it’s the favorite selfie spot for tourists. Still it feels good to be this close to the water.

Este é o segundo de uma série de 12 desenhos que a Valentina Raiola e eu iremos publicar durante o ano de 2020, registando as semelhanças entre as nossas duas cidades.

A frente ribeirinha de Lisboa, sobre o Tejo, tem 17km de comprimento, mas durante muitos anos, a maior parte estava apenas parcialmente acessível ao público e era difícil de lá chegar. Entre contentores, equipamento portuário e a linha de comboio marginal, apenas alguns pontos estavam disponíveis para passear. Hoje em dia, a cidade está a melhorar a sua relaçaõ com o rio, devolvendo a frente ribeirinha aos cidadãos. Um lugar que sempre esteve acessível, apesar da importância variável, é o Cais das Colunas. Governantes usaram-no como entrada nobre da cidade. Comerciantes compravam mercadorias frescas das rotas comerciais marítimas, aqui antes de em qualquer outro lugar. Revoluções resistiram na Praça do Comércio próxima, e governos estabeleceram os seus quartéis-generais nas arcadas vizinhas.

Hoje em dia, o Cais das Colunas é o selfie spot favorito para os turistas. Ainda assim, sabe bem estar próximo da água.

Narrow streets

Genoa-Lisboa Sketch Connection

January: Narrow streets / Janeiro: Ruas estreitas


This is the first of a series of 12 sketchers that Valentina Raiola and I will post throughout the year 2020, recording the similarities between our two cities.

Have you ever lived in an apartment where you could handshake your neighbor from the building across the street? Or even collect their hanging clothes? Narrow streets are a feature of the old parts of both Genova and Lisboa, sometimes even coupled with stairs. In Lisboa, the narrowest alleys can be find the old districts of Castelo, Alfama and Mouraria. The latter, on the northern slope of the castle hill, was the least desirable location, and was left to the conquered moors that could not, or chose not to leave the city, many centuries ago. The geography and heritage of Mouraria is part of the character of the area now.

Este é o primeiro de uma série de 12 desenhos que a Valentina Raiola e eu iremos publicar durante o ano de 2020, registando as semelhanças entre as nossas duas cidades.

Já viveram num apartamento onde podiam apertar a mão ao vosso vizinho do prédio da frente? Ou mesmo recolher as suas roupas estendidas? Ruas estreitas são uma particularidade da parte velha de Génova e de Lisboa, por vezes até combinadas com escadarias. Em Lisboa, as vielas mais estreitas podem ser encontradas nos antigos bairros do Castelo, Alfama e Mouraria. O último, na vertente norte da colina do castelo, era a localização menos desejável, e era deixada para os mouros conquistados que não puderam, ou não quiseram sair da cidade, há muitos séculos atrás. A geografia e o património da Mouraria é, hoje em dia, grande parte do carácter da zona.