Chamusca, the heart of Ribatejo

Chamusca lies along the south bank of the Tejo, in the heart of the highly agricultural Ribatejo. The City Hall harnessed this geographical claim as a promotion tool for the tourism in the region. “Chamusca, the Heart of Ribatejo” is the new message that they’re sending out to the rest of the country, basing the campaign on the town’s rich gastronomy, fervent cultural life and strong traditions. The mayor himself is a sketcher, so the City Hall invited the urban sketchers to visit Chamusca and have a go at their sights and colors.

A Chamusca fica na margem sul do Tejo, no coração do Ribatejo agrícola. A Câmara Municipal tomou para si esta assinatura geográfica como uma ferramenta de promoção ao turismo na região. “Chamusca, o Coração do Ribatejo” é a nova mensagem que pretendem enviar ao resto do país, baseando a campanha na riqueza da gastronomia, na cultura fervilhante e na força das tradições. Sendo o próprio Presidente da Câmara um desenhador, a Câmara Municipal convidou os urban sketchers a visitar a Chamusca para retratar as suas vistas e as suas cores.

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From high up on the hill where the small Nossa Senhora do Pranto chapel sits, the Tejo wetlands and the town sitting on the foothill were ready to be sketched. Seemed like an ordinary wetlands town from there, but what was extraordinary was the very fact that we could gaze at all of it from above. Chamusca sits at the end of the Tejo valley and at the beginning of the wetlands which only stop at the Mar da Palha, and that gives the town an unique vantage point. The climb up wasn’t hard. The Town Hall bus brought us up. Our legs and appetite brought us down. Town Hall had prepared a veritable banquet in a local restaurant. We tasted all the different foods of the region, sided with a fado singer and guitar players.

Do topo da colina onde fica a pequena capela da Nossa Senhora do Pranto, o Tejo e a vila no sopé dos montes posavam para os desenhos. Tudo parecia indicar que esta era uma vila agrícola como tantas outras da lezíria , mas o que era extraordinário era o facto de a podermos observar assim do topo, com a vastidão da lezíria defronte. A Chamusca fica no fim do vale do Tejo e no início da vasta lezíria que termina no Mar da Palha, e isso faz com que seja um lugar único, onde as colinas do vale ainda permitem ver a vastidão fértil do Tejo. A subida não foi difícil. O autocarro da Câmara tratou disso por nós. As nossas pernas e o nosso apetite trouxeram-nos de volta à vila. A Câmara preparou um verdadeiro banquete num restaurante local. Provámos as diferentes iguarias regionais, guarnecidas com fadista e guitarristas.

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Well nourished, it was time to spend a semi-lazy sunny afternoon sketching the historical center of Chamusca. The town is peppered with buildings related to agriculture, usually cooperatives and early to mid-20th century state institutes, bound at the time on controlling and taxing both the farming population and the agricultural elites of old.

Bem nutridos, estava na altura de passar uma tarde solarenga meio preguiçosa no centro histórico da Chamusca. A vila está polvilhada de edifícios relacionados com agricultura, cooperativas e edifícios de serviços do estado da primeira metade do séc. XX, lançados na tarefa de controlar e taxar tanto a população agrícola como as elites agrícolas da altura.

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Besides the great feast and the tour up the hill, another great gift the Town Hall had for us was a set of high quality paper folded sketchbook, all of them locally handmade by artisans Linha28. I got from it the best reaction from my Rembrandt watercolors that I’d seen in a long time! And it gave me a chance to wrap up one sketch meeting in one sketchbook. OCD victory!

Para além do lauto banquete e da viagem à capela, uma outra oferta da Câmara foi um conjunto de cadernos desdobráveis com papel de alta qualidade, fabricados à mão pelos artesãos locais Linha28. Dele tive a melhor reacção das minhas aguarelas Rembrandt que tinha visto há muito tempo! E deu-me a oportunidade de fechar um encontro num único caderno. Vitória do TOC!

10×10 Lisbon: Public realm objects

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The past Wednesday, I had my first class as instructor in the Urban Sketchers 10 Years x 10 Classes programme in Lisboa. All classes are focused on graphic reportage and storytelling, and we will be approaching subjects on three different scales. We’ll learn how to handle and tell little, medium and big stories about the places where we live.

Na passada quarta-feira, dei a minha primeira aula como instrutor no curso 10 Years x 10 Classes dos Urban Sketchers em Lisboa. Todas as aulas são focadas na reportagem gráfica e nas histórias desenhadas, e vamos abordar os assuntos em três escalas diferentes. Vamos aprender a contar histórias pequenas, médias e grandes, sobre os sítios onde vivemos.

In my little stories class, we focused on city objects that you don’t really notice they’re there, but can be very important to your safety, comfort or enjoyment – public realm objects. We learned how to harvest an interesting story out of the most mundane and unnoticed objects in our city. After all, is there a better way of becoming a good storyteller than to turn a dull subject into a fascinating report? We also practiced how to properly balance title, text and figure in the same sketch. Finally, we challenged each other as we pitched our story out loud to all of our colleagues.

Na minha aula de histórias pequenas, focámo-nos em objectos da cidade que não notamos que lá estão, mas que podem ser muito importantes paa a nossa segurança, conforto ou prazer – objectos do domínio público. Aprendemos a colher uma história interessante a partir dos mais mundanos objectos na nossa cidade. Afinal, há melhor maneira de nos tornarmos bons contadores de histórias que tornar um assunto aborrecido numa reportagem fascinante? Também praticámos o equilibrio entre texto, título e desenho nas mesmas páginas. Finalmente, desafiámo-nos uns aos outros ao contar, em viva voz, a nossa história aos nossos colegas.

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In the first exercise, we sketched a city view, filtering out everything that wasn’t a public realm object. Here, critical reasoning was fundamental, as we could include or exclude objects based on our own opinion. After all, it’s our sketchbook, we cry if we want to. We wrapped it up by attributing a verb to each object.

No primeiro exercício, deenhámos uma vista urbana, filtrando tudo o que não era objecto do domínio público. Aqui, o nosso sentido crítico foi fundamental, porque incluimos ou excluimos objectos baseados nas nossas próprias opiniões. Afinal, o caderno é nosso, fazemos o que queremos nele. Terminámos a atribuir um verbo a cada objecto desenhado.

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In the second challenge, we chose one of the objects, sketch it from several viewpoints when necessary, and take plenty of notes about it – facts only, or questions about facts that we’d like cleared. Then, in one minute, we pitched our sketch to everybody.

No segundo desafio, escolhemos um dos objectos, desenhámo-lo de vários pontos de vista, quando necessário, e tomamos apontamentos – apenas factos, ou interrogações sobre factos que gostariamos de ver esclarecidos. No final, tivemos um minuto para mostrar e contar o nosso desenho a todos.

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Finally, we approached the story full-on, relating the object to the people around it, or the people that interact with it, or even the people that walk past it and simply ignore it. Sketching a bit of the context, if necessary, we told
the human story of the chosen object. We wrapped it up with a 30-second pitch, because Ginjinha was calling from across the square.

Finalmente, abordámos a história em pleno, relacionando o objecto com as pessoas em seu torno, ou as pessoas que interagiam com ele, ou mesmo as pessoas que ignoravam o objecto e simplesmente passavam por ele. Desenhando um pouco do contexto, se necessário, contámos a perspectiva humana do nosso objecto. Rematámos com uma exposição oral de 30 segundos, porque a Ginjinha chamava do outro lado do largo.

10×10 kickoff in Lisbon

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Mário Linhares kicked off the Lisbon 10×10 long term programme on the 10th of May, by holding a class in the offices of Diário de Notícias (DN), one of the top daily newspapers in the country. Attendance was sold out, almost all of the instructors were present and there were a few guest stars that were visiting the country at the same time. Omar Jaramillo from Berlin, was staying on behalf of Urban Sketchers Portugal as an instructor and lecturer, as part of the Lisbon capital of Ibero-American culture celebrations programme. Kasia Szybka from Kraków, Eduardo Bajzek from São Paulo and Rob Sketcherman and his wife Louise, from Hong Kong were in town after being invited by the Portuguese tourism office to sketch in the sanctuary of Fátima in the 100 years celebration of the apparitions of the Holy Mother and Pope Francis’ visit.

After a tour of the DN headquarter offices and a brief introduction on how to compose a news report by reporter Marina Almeida, Mário, who’d previously asked everyone to bring a small object that was dear to each participant, challenged the class to sketch their own object and write a small text that would reveal their relationship with that object. Then they got to choose their favorite amongst the other objects to compose straightforward unattached sketch and text, showing a bit of the office context in the process.

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O Mário Linhares arrancou o curso longo 10×10 de Lisboa no 10 de Maio, numa aula nos escritórios do Diário de Notícias (DN), um dos principais diários do país. A participação esgotou, quase todos os instrutores do curso estavam presentes e ainda havia convidados especiais que estavam a visitar o país. O Omar Jaramillo de Berlim, fora convidado pelos Urban Sketchers Portugal, no âmbito das celebrações de Lisboa, capital da cultura Ibero-Americana. A Kasia Szybka de Cracóvia, o Eduardo Bajzek de São Paulo e o Rob Sketcherman e a sua esposa Louise, de Hong Kong, estavam na cidade a convite do Turismo de Portugal, depois da sua visita ao santuário de Fátima durante as celebrações dos 100 anos das aparições de Nossa Senhora e da visita do Papa Francisco.

Depois de uma visita aos escritórios do DN e de uma breve introdução sobre como compor uma notícia, pela jornalista Marina Almeida, o Mário, que tinha pedido a todos para trazerem um pequeno objecto que fosse querido a cada um, desafiou a turma a desenhar o próprio objecto, escrevendo um curto texto que revelasse a relação que tinham com o objecto. Depois, os participantes puderam escolher o seu favorito de entre todos os outros objectos, para que pudessem compor um desenho e um texto desligados do significado do texto, e mostrando um pouco do contexto dos escritórios no processo.

Porto, sketch by sketch

Porto, the second largest city in Portugal, is undefeated in many fronts!

O Porto é invicto em muitas frentes!

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The charming city in the north is the European Best Destination for the third time in a five-year span. But what has been making it so special for us, sketchers, in the past few months since the national Urban Sketchers gathering in 17-18th of September, is the work that was being done to publish the resulting set of sketches in the book “Porto por/by Urban Sketchers”. Ponto M broke records by marketing a fine-crafted, well-organized and sexy-looking book, along with dozens of merchandising items featuring our sketchbook doodles, in an amazingly short time!

A encantadora cidade nortenha é o Melhor Destino Europeu pela terceira vez num intervalo de cinco anos. Mas aquilo que a tem tornado tão especial para nós, desenhadores, nos meses desde o Encontro Nacional de Urban Sketchers a 17-18 de Setembro, é o trabalho que tem estado a ser feito para publicar os desenhos resultantes no livro “Porto por/by Urban Sketchers”. A editora Ponto M bateu recordes ao colocar no mercado um livro delicadamente executado, bem organizado e atraente, junto com dezenas de objectos de merchandising com os nossos rabiscos, num tempo incrivelmente curto!

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The book launch took place in Armazéns do Castelo, a space owned by the historical landmark Livraria Lello, where a small crowd gathered to listen to Pedro Alegria, of the Urban Sketchers Portugal Norte chapter, Nelson Paciência, of the Urban Sketchers Portugal Association and Manuel Reis of the publisher Ponto M. Together with Clara Palma and Helena Nunes, they had the painstakingly task of selecting the sketchers of every author that submitted scans, lay them out on 216 pages, tackling the different scanning processes, formats and sizes, and still come up with a piece of design that one can proudly display on the coffee table, or happily take it home after a pleasant vacantion in Porto.

O livro foi lançado nos Armazéns do Castelo, um espaço da histórica Livraria Lello, onde uma pequena multidão se reuniu para ouvir as palavras do Pedro Alegria, dos Urban Sketchers Portugal Norte, do Nelson Paciência, dos Urban Sketchers Portugal e do Manuel Reis da editora Ponto M. A Clara Palma, a Helena Nunes e o Manuel, tiveram a árdua tarefa de seleccionar os desenhos de cada autor que os submeteu, compô-los em 216 páginas, fintando os processos de digitalização, formatos e tamanhos diferentes, e ainda tornar real uma peça de design que se pode, orgulhosamente ter sobre a mesa de café, ou levar alegremente para casa depois de umas férias agradáveis no Porto.

Sketchers quorum

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Urban Sketchers Portugal general assembly convened on April 1st. The official annual meeting had a moderate crowd, almost like a family gathering, except that it had powerpoints and spreadsheets. There was time to talk about the past, time to imagine the future, and time for a silent auction of sketches.

A assembleia geral dos USkP reuniu-se no primeiro de Abril. O evento anual teve uma plateia moderada, quase como uma reunião familiar, mas com powerpoints e folhas de cálculo. Houve tempo para números, para falar do passado e para imaginar o futuro, e ainda houve tempo para um leilão silencioso.

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Benfica-Porto was raging already when the meeting was over, and our estemed guest, Norberto Dorantes was bent on watching a Portuguese ball game, so there was just time to get a seat at the first eatery and enjoy a nice roasted chicken, watch the game and be merry. And I got myself a portrait done by Norberto! Yay!

O Benfica-Porto rebentava quando a assembleia acabou, e o nosso convidado de honra, Norberto Dorantes, ansiava por ver um jogo da bola Português. Houve apenas tempo para arranjar lugar no primeiro tasco e comer um belo de um frango assado, ver o jogo e estar alegre. E eu ainda ganhei um retrato feito pelo Norberto! Iupi!

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