Hahnemühle Watercolor Book review

(cliquem aqui para a versão em Português da avaliação)

Oh boy, I feel like a kid about to tell someone else about his favorite toy! Where to start? Maybe by saying Hahnemühle‘s Watercolor Book (HWB) is one of my favorite sketchbooks ever!

It comes in three sizes: portrait and landscape A5 and A6, plus a bulky landscape A4. This review is about the A5 landscape, which retails at 12.83€ at my local art supply store.

 

Outside

The hard cover is furbished in a dark grey synthetic fabric that has a slightly rough texture, which is quite practical, as it reduces the chance of the sketchbook slipping from your hand, while sketching or transporting it. It has a black elastic band that keeps it closed, the customary red ribbon page marker, and features the Hahnemühle’s rooster logo embossed in the back cover, center bottom.

The corners of both the cover and the paper are rounded, to prevent wear, and the paper sets back from the edge of the cover around 3-4mm, which grants additional protection to the paper edges. The whole sketchbook is quite robust. I’ve used a HWB for as long as six months, carrying it around in the backpack, without a hint of wear on either cover or paper.

Paper

Inside, 40 bound sheets of excellent 200gsm, fine grain, watercolor paper, await your scribbles. The endsheets are in the same kind of paper, so you can actually start sketching right from the back of the cover – I use the endpaper to write down my name and contacts, in case of loss.

One thing that stands out immediately is that the HWB lays completely flat when open. There’s no better way, aside from quality paper, to entice a sketcher to use a sketchbook than a fully openable spread of paper!

The paper is quite robust, and can withstand serious water. I use both wet-on-dry and wet-on-wet watercolor techniques, and this paper holds its ground quite competently, allowing layering as well as color mixing. It sucks up the water moderately fast, just long enough to mix colors and lead the pigment where you want it.

Using quality watercolors on this paper really pays off, as it preserves all the glow, intensity and transparency that you’d get in higher grade paper. It’s still cellulose paper, so don’t expect the same behavior as in cotton rag (i.e. no more than two to three layers). It wrinkles ever so slightly with the excess water, but nothing that would hamper the quality of your work.

Accessories

The elastic band is always useful as it keeps the book from opening inside the backpack, and. I also use it to attach a pen temporarily, so that I don’t have to put everything away when I’m carrying the book in the hand while walking just for a few minutes, or to fasten the pages in a windy day. Its elasticity lasts for three years and counting (that’s the age of my first ever HWB)

 

The red ribbon is pretty much useless to me, as the slight wrinkling the water causes on the paper usually shows me which page was last used. Nevertheless, the ribbon is so slim that I hardly ever notice it.

Pros final count
  • Perfectly balanced paper for casual indoor and outdoor sketching and watercoloring. Also used it for a few pro gigs quite satisfactorily.
  • Its cover material should be the benchmark for all sketchbooks around.
  • Portable, lightweight, resistant.
  • Excellent value for money
  • Opens flat
Cons final count
  • None I can think of
Final veredict

This sketchbook is a blast! A true piece of German engineering. It’s a deluxe canvas for your best sketches – I refrain from using it for experimental sketches, since I want to make each page count – and, if well used, makes your watercolor work pop right out of the pages! If there were to be a 100% cotton HWB in the future, I would definitely buy it.

 

Avaliando o Hahnemühle Watercolor Book

(click here for the English review)

Poças! Sinto-me como um miúdo prestes a falar a alguém sobre o seu brinquedo favorito! Onde começar? Talvez dizendo que o Hahnemühle Watercolor Book (HWB) é um dos meus cadernos favoritos de sempre!

É vendido em três tamanhos: A5 e A6 ao alto e ao baixo, e um volumoso A4 ao baixo. Esta avaliação é sobre o A5 ao baixo, vendido a 12.83€ na minha loja de artes local.

 

Exterior

A capa dura é revestida num tecido sintético cinzento escuro, que tem uma textura rugosa bastante prática, porque reduz a possibilidade do caderno escorregar das mãos durante um desenho ou ao transportá-lo. Tem um elástico preto que o mantém fechado, a fita marcadora vermelha do costume, e o logo do galo da Hahnemühle em relevo no verso, ao centro e abaixo.

Os cantos das capas e do papel são arredondados, para prevenir o desgaste, e o limite do papel está recuado entre 3-4mm em relação ao limite da capa, que garante protecção adicional às bordas do papel. O caderno é bastante robusto. Já usei um HWB durante seis meses, carregando-o na mochila, sem sombra de desgaste quer na capa, quer no papel.

Papel

No interior, 40 folhas cosidas de excelente papel de aguarela, de 200g/m2, grão fino, esperam os vossos desenhos. As folhas de forra são do mesmo tipo de papel, assim é possível começar logo a desenhar no verso da capa – Costumo usar o papel de forra para escrever o meu nome e contactos, em caso de perda.

Uma coisa que salta logo à vista é que a espinha do HWB abre completamente. Não há melhor maneira, salvo a qualidade do papel, para aliciar um desenhador a usar um caderno que um spread completamente plano!

O papel é bastante robusto, e consegue aguentar água à séria. Costumo usar técnicas de aguarela molhado sobre molhado e molhado sobre seco, e este papel aguenta-se competentemente, permitindo várias camadas e mistura de cores. Abosrve a água moderadamente rápido, mas é suficiente para permitir trabalhar as cores e levar o pigmento onde se quer.

Usar aguarelas de qualidade neste papel é recompensante, uma vez que ele preserva todo o brilho, intensidade e transparência que se esperaria em papel de maior calibre. Apesar de tudo, continua a ser papel de celulose, portanto não se pode esperar o mesmo comportamento que no papel de algodão (isto é, não mais do que duas a três camadas). O papel enruga um pouco com a água em excesso, mas nada que seja determinante na qualidade do trabalho final.

Acessórios

O elástico é sempre útil, já que mantém o caderno fechado dentro da mochila. Também o uso para prender a caneta temporariamente, para não ter de guardar tudo no sítio enquanto caminho durante alguns minutos em busca de outro desenho, ou para prender as páginas num dia ventoso. A sua elasticidade dura pelo menos há três anos (a idade do meu primeiro HWB). A fita marcadora vermelha é-me um pouco inútil, uma vez que o ligeiro enrugamento do papel me diz, de forma mais prática e directa, qual a última página usada. Mas a fita é tão fina e discreta que nem dou por ela.

Contagem final dos prós
  • Papel perfeitamente equilibrado para desenhos e aguarelas descontraidos de interior ou exterior. Também já usei satisfatoriamente o HWB para alguns trabalhos profissionais.
  • O revestimento da capa devia ser o padrão para todos os cadernos por aí!
  • Portátil, leve, resistente.
  • Excelente valor monetário.
  • Abre na totalidade.
Contagem final dos contras
  • Não me ocorre nada
Veredicto final

Este caderno é um espectáculo! Um verdadeiro produto de engenharia Alemã. É uma tela de luxo para os vossos melhores desenhos – evito usá-lo para desenhos de teste ou experimentação, porque quero que cada página conte – e, se for bem usado, faz as aguarelas saltar fora das páginas! Se houvesse um HWB de papel 100% algodão, iria definitivamente comprá-lo.

 

Hahnemühle Grey Book review

(Cliquem aqui para a versão em Português da avaliação)

For the second year in a row, I embraced the Inktober challenge. It was the perfect chance to test drive my brand new Grey Book by German manufacturer Hahnemühle. It’s a handy A5 portrait bounded sketchbook, with 40 sheets of light gray 120gsm paper. Closed, it measures 15.5cm by 21.7cm, making it easy to carry in a large jacket pocket, or a small bag or backpack. Open, it offers a surface of 29.7cm by 21cm (exactly an A4 sheet) to sketch upon. It comes with the usual Hahnemühle marking red ribbon attached to the spine, which I actually end up never using, but gives it a charming appearance to the sketchbook.

The beautiful dark grey dyed cover with sharp edged corners, mimics the texture of timber and it’s very lightweight, making the Grey Book easy to carry around. Hahnemühle’s logo is stamped in bas relief on the back cover, bottom center. Although my book passed the test of wear with flying colors (it was used intensively for a month and a half), the cover of one of my fellow sketchers Grey Book saw intense wear on the surface. It probably shouldn’t be your sketchbook of choice if you go on a rough ride, but it’s perfect to carry it around in your day-to-day life.

I didn’t treat it very nicely in the first few dates. To create a sense of contrasting light, shadow and deepness that my theme of choice – Game of Thrones – required, I aimed to get deeply inked pages in black (Platinum Carbon), white (correction fluid) and blue (Sennelier Indigo ink). This rough treatment took the paper to the limit. After the first few pages, it shouted the safe word “Bleed!” The heavily wet media, eventually bleeds to the next page, rendering another shade of grey to it (I knew I couldn’t write my way around this!) I had to forsake brushes and correction fluid and go for softer ink usage. Worth the try though.

I learned my lesson, and throughout most of the sketchbook, I used softer tools and techniques – a Pilot Parallel pen loaded with Platinum Carbon ink, a Kuretake Bimoji brush pen, a red Pilot V-Sign pen and a white Uni Posca, both brush and felt tip. All worked beautifully! No bleeds. No smears or smudges. Quick to dry. The artwork – line or stain – remained crisp and clear.

The Grey Book is an excellent training tool for working on the spectrum of light, midtones and shadows, because it puts you in the unusual place of having to work the extremities of this spectrum, while carefully preserving the grey background. I can easily see the Grey Book appealing to both beginners who will find it challenging and unusual but enticing, and experienced artists who will use it to test light and shadow in preparation of a larger work.

The paper texture is generally smooth, but with enough grain not to feel like satin and to make the user feel some friction and texture when sketching, which appeals to most casual sketchers, and also provides a competent surface for experienced artists to test new techniques and concepts. Be careful with the fingers though. I’ve stained almost every page just by gripping the sketchbook a bit too hard.

One feature that took me by surprise is the fact that the grey paper easily acquires the tint of the surrounding light. Depending on where you’re sketching or leafing through the pages, the atmosphere around the paper optically affects it in a very noticeable way. You can be sketching on a yellowish warmer grey paper, or a blueish, almost violet cool grey. That makes for an unusual but very gratifying sketching experience!

A downside of the Grey Book is that it doesn’t open to a completely flat surface along the spine, unlike the Watercolor Book, which kind of hampers sketching across the seam. Still, it’s flatter than most hardbound sketchbooks I’ve used before.

Pros final count:

  • Awesome texture and paper
  • Awesome cover look and feel
  • Powerful light-shadow training and experimentation tool
  • Chameleonic gray paper
  • Portable, lightweight, resistant

Cons count:

  • Bleeds when wet media is heavily applied
  • Stains easily from gripping fingers
  • Open spread isn’t completely flat in the gutter

Final veredict:

Christmas is coming! The Grey Book makes for a great and affordable gift (8.34€ in my local art supply store) for either an experienced artist who can test future works based on midtones or just wants to try out a different surface to work on, or a beginner sketcher, who can benefit a lot from the educational potential of playing with the midtones, highlights and shadows.

Avaliando o Hahnemühle Grey Book

(Click here for the English version of the review)

Pelo segundo ano consecutivo, abracei o desafio Inktober. Foi a oportunidade perfeita para testar o meu Grey Book novo, do fabricante Alemão Hahnemühle. É um prático caderno A5 vertical cosido, com 40 folhas de papel de 120g/m2 cinza claro. Fechado, mede 15.5xm por 21.7cm, tornando-o portátil num bolso grande de casaco, ou numa pequena mala ou mochila. Aberto, oferece uma superfície de 29.7cm por 21cm (exactamente uma folha A4) para desenhar. Vem com a habitual fita vermelha da Hahnemühle para marcar, presa à espinha, coisa que acabo por nunca usar, mas que dá um charme extra ao caderno.

A bela capa cinza escura de cantos angulosos, imita a textura da madeira e é mutio leve, tornando o Grey Book bastante portátil. O logo da Hahnemühle está estampado em baixo relevo na contracapa, ao centro. Apesar de o meu caderno ter passado o teste do tempo com distinção (foi usado intensamente durante um mês e meio), a capa do caderno de um meu colega viu desgaste intenso à superficie. Não é, provavelmente, a melhor escolha de caderno para uma aventura perigosa, mas é perfeito para a vida urbana do dia-a-dia.

Não o tratei muito bem nos primeiros encontros. Para criar a luz, sombra e profundidade contrastantes que o tema escolhido exigia – Game of Thrones – planeei páginas com manchas intensas de preto (Platinum Carbon), branco (corrector) e azul (tinta Sennelier Indigo). Levei o papel ao limite com este tratamento à bruta. Depois das primeiras páginas, ele gritou a palava de segurança “Borrão!” A tinta húmida perpassou para a página seguinte, criando uma sombra de cinza extra (Eu sabia que não iria conseguir contornar isto!) Tive de preterir os pincéis e o corrector pelas canetas. Mas valeu a pena tentar.

Aprendi a lição. Na maior parte do resto do caderno, usei técnicas mais suaves de aplicação de tinta – uma caneta Pilot Parallel carregada com tinta Platinum Carbon, uma caneta pincel Kuretake Bimoji, uma caneta Pilot V-Sign vermelha e uma Uni Posca branca, nas versões ponta de feltro e caneta pincel. Todas estas ferramentas resultaram na perceição! Sem haver transferência para as páginas seguintes. Sem borrões. Secagem rápida. Os desenhos – linha ou mancha – permaneceram nítidos e claros.

O Grey Book é uma ferramenta de aprendizagem excelente, para trabalhar o espectro de luzes, meios-tons e sombras, porque nos coloca no lugar invulgar de ter de trabalhar as extremidades deste espectro, preservando cuidadosamente o fundo cinza. Consigo facilmente ver o Grey Book a apelar tanto a principiantes que se querem prestar a um desafio novo, como a artistas mais experientes que o usarão para testar a luz e a sombra, na preparação de um trabalho final.

A textura do papel é suave em geral, mas com rugosidade suficiente para não parecer satinado e conferir algum atrito e textura ao gesto do desenho, característica que apela à maior parte dos desenhadores, e também oferece uma superfície competente para artistas experimentados testarem novas técnicas e conceitos. Mas, cuidado com os dedos. Deixei impressões digitais em quase todas as páginas apenas por segurar o caderno com um pouco mais de força.

Uma característica que me surpreendeu foi a capacidade do papel cinza adquirir muito facilmente o tom da luz envolvente. Dependendo do local onde se está a desenhar ou a folhear as paginas, a atmosfera envolvente afecta opticamente a cor do cinza de uma forma muito notória. De um sítio para outro, pode-se estar a desenhar num papel cinza amarelado mais quente, ou num cinza azulado fresco, quase violeta. É uma experiência de desenho invulgar mas muito gratificante!

Um ponto menos positivo do Grey Book é que a superfície da dupla página não abre para uma superfície completamente horizontal na espinha, como é o caso do Watercolor Book, que prejudica ligeiramente o desenho de uma página para a outra. Ainda assim, o ângulo de abertura é mais plano que a maior parte dos cadernos cosidos que usei até agora.

Contagem final dos prós:

  • Papel e textura espectaculares
  • Aspecto e tacto da capa espectaculares
  • Ferramenta poderosa na experimentação de efeitos sombra-luz
  • Papel cinza camaleónico
  • Portátil, leve, resistente

Contagem final dos contras:

  • Perpassa quando materiais húmidos são aplicados em grande quantidade
  • Superfície do papel mancha facilmente com os dedos
  • A dupla página não é completamente horizontal na espinha

Veredicto final:

Vêm aí o Natal! O Grey Book é uma prenda excelente e relativamente barata (8.34€ na minha loja de arte local) quer para um artista experiente que queira testar trabalhos futuros com base em meios tons ou apenas quer experimentar uma superfície de trabalho diferente, ou para um desenhador principiante, que pode beneficiar muito do potencial educativo de jogar com os tons médios, a luz e a sombra.

Hahnemühle blogger community

Some months ago, following the lead of fellow sketcher Pedro Alves, I applied to be part of German art paper manufacturer Hahnemühle blogger community. I was very happy to receive, a few weeks later, a package filled with free material to test and review. Hahnemühle has become one of my favorite brands in the art supplies department, especially for the high quality of their watercolor sketchbooks, so being a part of their community and being able to tell the world about my experience with their products is a privilege!
So, stay tuned for reviews of all these excellent products, coming soon: the Grey Book, the A5 Watercolor Book and the Cezánne watercolor paper block 36×48, rough surface.

Há alguns meses atrás, seguindo o exemplo do meu parceiro de desenho Pedro Alves, candidatei-me a fazer parte da comunidade de bloggers do fabricante de papel artístico Alemão Hahnemühle. Alegrei-me, passadas algumas semanas, ao receber um pacote cheio de material gratuito para testar e avaliar. A Hahnemühle tornou-se uma das minhas marcas favoritas no departamento do material de arte, especialmente pela alta qualidade dos seus cadernos de aguarela. Assim, pertencer à sua comunidade e ter a oportunidade de contar ao mundo a minha experiência com os seus produtos é um privilégio!

Fiquem ligados para avaliações destes excelentes produtos, brevemente: o Grey Book, o Watercolor Book A5 e o bloco de papel de aguarela Cezánne 36×48, grão grosso.