Poland goes to Lisboa

One thing that relates Poland with Portugal is that they usually show up next to each other in drop-down lists when filling online registration forms.

Silly stuff aside, they’re both catholic majority countries, which probably accounts for some of the recent increase in Polish tourists walking in the streets of Lisboa. Among them, were two very special visitors.

Uma coisa que liga a Polónia a Portugal é que, normalmente, os dois aparecem ao lado um do outro nas listas de países, quando se preenchem formulários online.

Parvoíces à parte, são ambos países com população maioritariamente católica, o que provavelmente justifica parte do aumento recente de turistas Polacos nas ruas de Lisboa. Entre eles, estiveram dois visitantes muito especiais.

Kasia Szybka, from Warsaw, was visiting Portugal, invited by Turismo de Portugal – the government tourism office – to sketch the Pope’s visit to Fátima in the 100th anniversary of the apparitions of the holy mother. Pedro and I invited her to come sketch with us during one of our lunch hours. We took her to cozy and picturesque Largo dos Trigueiros for a coffee and a doodle. We shared a bit of dark humor and stories about our visits to each other’s countries.

Kasia Szybka, de Varsóvia, visitou Portugal convidada pelo Turismo de Portugal , para visitar a visita do Papa a Fátima no 100º aniversário das aparições. O Pedro e eu convidámo-la a vir desenhar connosco durante a hora de almoço. Levámo-la ao acolhedor e pitoresco Largo dos Trigueiros para um café e um rabisco. Partilhámos humor negro e histórias das visitas aos países de uns e outros.

Mateusz Hajnysz from Łódź came to visit western Algarve and Lisboa with his wife and two kids. Mateusz was the first sketcher I met in Manchester the day before the Urban Sketchers International Symposium kicked-off last year. We used the same Largo dos Trigueiros as the starting point of a tour around the Castelo hill, which saw us sharing tips on lighting in watercolor, how to sketch weddings and how to manage a local urban sketchers chapter. In the end, we came to the conclusion that both our languages had tricky and illogical pronunciation rules.

Mateusz Hajnysz de Łódź veio visitar o barlavento Algarvio e Lisboa com a mulher e os dois filhos. O Mateusz foi o primeiro desenhador que conheci em Manchester, no dia anterior ao arranque do Simpósio Internacional de Urban Sketchers, no ano passado. Usamos o mesmo Largo dos Trigueiros como o início de um passeio à volta da colina do Castelo, que nos ouviu a partilhar dicas sobre luz na aguarela, como desenhar casamentos e como gerir um grupo local de urban sketchers. No final, chegámos à conclusão que ambas as nossas línguas têm regras de pronunciação estranhas e meandrosas.

Brave new watercolor world

When coloring my sketches, watercolors are my weapon of choice. Ever since a notorious sketching trip to Istanbul, I adopted watercolor as a portable and practical tool, that would quickly turn my usual black and white sketches into lively eye-candy onsite reportages.

Quando pinto os meus desenhos, a aguarela é a minha escolha de arma. Desde uma viagem de desenho a Istambul, adoptei a aguarela como uma ferramenta prática e portátil, que rapidamente tornava os meus pretos e brancos em reportagens gráficas vívidas e apetecíveis.

Lately, for professional reasons, as well as personal influences, I’m shifting more and more into the world of watercolor. That is, having both drawing and coloring play equal roles in the final result. So, the International Watercolor Festival jointly organized by AAPOR and IWS in Torres Vedras was a must visit, if only for one day! The festival featured an exhibition of works by international heavyweight artists like Amit Kapoor or Eleanor Hill, but also Portuguese masters like António Bártolo. There were also demos from the pros and art supplies kiosks.

Ultimamente, por razões profissionais e influências pessoais, estou cada vez mais a entrar no mundo da aguarela. Isto é, a ter o desenho e a cor a desempenhar papéis iguais no resultado final. Assim, o Festival Internacional de Aguarela, organizado em conjunto pela AAPOR e pela IWS em Torres Vedras era obrigatória, mesmo que só por um dia! O festival apresentava uma exposição de obras de pesos-pesados internacionais como Amit Kapoor ou Eleanor Hill, mas também mestres Portugueses como António Bártolo. Também havia demonstrações dos prós e quiosques com material de arte para testar e comprar.

In the late morning, Irina, the Winsor & Newton sales rep in the festival gave a few of us the chance to test, among other materials, a ridiculously thick paper (640g) we decided to dub “Pladur”, after the popular drywall Spanish brand. Its coarse grain is all but incredible to use, but the extra thickness is a feature that I’m still not ready to take advantage of.

Ao final da manhã, a Irina, representante da Winsor & Newton no festival, deu a alguns de nós a oportunidade de testar, entre outros materiais, um papel ridiculamente espesso (640g) que nós decidimos baptizar de “Pladur”, a partir da popular marca Espanhola de gesso cartonado. O grão grosso do papel era apenas incrível de usar, mas a espessura extra é uma característica que ainda não me sinto preparado para tirar partido.

Oeste Sketchers set a sketch meeting for the same day, so I was happy to have a crowd of fellow sketchers to relax, sketch, eat and drink beer with.

Os Oeste Sketchers marcaram encontro no mesmo dia. Foi bom ter companhia de malta do desenho com quem relaxar, desenhar, comer e beber cerveja.

Too hot for Rossio

Sometimes it’s just too hot to sketch outside… but that doesn’t seem to stop us.

Às vezes, está demasiado calor para desenhar na rua… mas isso não nos impede de o fazer na mesma.

Rossio hasn’t got many shades. Despite that, when Pedro Alves and I run out of ideas for places to sketch on lunchtime, we just wander mindlessly to the main square of Lisboa’s downtown and cope with the scorching sun.

O Rossio não tem muita sombra. Apesar disso, quando eu e o Pedro Alves ficamos sem ideias de sítios para ir desenhar na hora de almoço, acabamos por ir dar à principal praça da baixa Lisboeta, aguentar com o sol escaldante.

Tango in Lisboa

For nearly a week, a few hundreds of tango enthusiasts from all over the world stormed the glorious setting of the Voz do Operário great hall to attend the annual International Lisbon Tango Festival.

Durante praticamente uma semana, algumas centenas de entusiastas de tango de todo o mundo invadiram o cenário glorioso do grande salão da Voz do Operário, para participar no Festival Internacional de Tango de Lisboa.

During the day, maestros taught the less experienced in the art of the Argentinian dance. In the early evening, champagne bottles would pop-open to celebrate the mixed show of a Buenos Aires band and the singers and dancers that made the audience travel in time and space, across the Atlantic and beyond the equator, to 1930’s smoke-filled clubs of the city on the silver river.

Durante o dia, maestros ensinavam os menos experientes na arte da dança Argentina. Ao princípio da noite, garrafas de champanhe abriam-se ruidosamente em celebração dos espectáculos mistos de uma banda de Buenos Aires e os cantores e dancarinos que fizeram a plateia viajar no espaço e no tempo, através do Atlântico e para lá do equador, até à década de 30, e aos clubes fumarentos da cidade à beira do rio de prata.

Then, come midnight, all the tables would be removed. The gigantic clubhouse turned into a dancing hall for the all-night milonga that would last until the sunrise. Couples paired for the first dance and they rarely kept together, much like a fast-dating event. Partners experimented each other’s embrace, and looked for a match that would dance them the night away.

Depois, à meia-noite, todas as mesas eram retiradas. O enorme clube transformava-se num salão de dança para a milonga que durava até ao nascer do sol. Casais juntavam-se para a primeira dança e raramente continuavam juntos, um pouco como um  evento de fast-dating. Parceiros experimentavam o abraço de uns e outros, e procuravam quem lhes agradasse para dançar pela noite dentro.

As for us, sketchers, we sketched. Not as long as the dancers danced though, for the week had been long for all of us. Myself having the only reference in a single panel of Hugo Pratt’s graphic novel Tango, I tried to follow the master’s lead, as well as the maestros steps both onstage and in the dance hall.

Nós, os desenhadores, desenhávamos. Não durante tanto tempo como os dancarinos dançavam porém, porque a semana já ia longa para todos. Eu, tendo apenas como referência uma única prancha da banda desenhada Tango, de Hugo Pratt, tentei seguir o trilho do mestre, e os passos dos maestros tanto no palco como no salão.