Vila Berta

Lisboa is warming up for the Santos festivities, later on, in the evening.

Vila Berta, in Graça, became a phenomenon, a few years back, by bringing to the festivities an audience that wasn’t used to partake in them, and by becoming one of the most known hubs of the fest in the city. These are the results of the effort of a few family members of the original builder of the model village, and of a municipal grant for renovation. I had the chance of meeting the main house of the vila, and get acquainted with the owners – descendants of the founding industrialist – who told a few stories about the house and the experience of living in one of the hotspots of the Santos.

Os Santos preparam-se para ser celebrados em Lisboa, logo à noite.

A Vila Berta, na Graça, tornou-se um fenómeno em Lisboa, há alguns anos atrás, ao atrair para as festividades dos Santos Populares uma parte da população que não tinha por hábito participar nelas, e a tornar-se num dos arraiais mais célebres da cidade. São os resultados do esforço de alguns familiares do construtor da vila operária, e de um financiamento camarário. Tive a oportunidade de visitar a casa-mãe, e de conhecer os proprietários, descententes do industrial fundador, que contaram algumas das peripécias da casa, e partilharam a experiência de viver num dos pólos das festas de Lisboa.

Carina goes to the Santos

When belonging in the Urban Sketchers global community, one is prone to unusual encounters.

Carina Tornqvist, whom I first met at the USk Symposium in Manchester, is one of the admins of the Malmö USk chapter, in Skåne, Sweden, one time a home for me. At the time, we exchanged though the few dozen Swedish words I still recalled. Then last summer she came over to Lisboa and we had the chance to chat and sketch together a bit more.

Carina was lucky to book her time in Lisboa during the Santos, the city festivities. That usually means sketching drunk among heaps of people, ending the night smelling like sweat and grilled sardines – It was a blast of course!

But there’s just so much smelly alleyways one can cope with, so on her final evening in Lisboa, we went to balance the fun attending half a jazz concert at Hot Clube. Carina’s trip came to an end with yet another unusual encounter: the end of the night saw us mingling with the drummer’s father, who was a religious icon painter from Serbia.

Quando se pertence à comunidade dos Urban Sketchers, há uma certa inclinação para encontros invulgares.

A Carina Tornqvist, que conheci no Simpósio USk em Manchester, é uma das administradoras do grupo USk de Malmö, em Skåne, na Suécia, região que já tinha sido a minha casa. Na altura, trocámos as poucas dúzias de palavras de Sueco que ainda recordava. Mas, no ano passado, exactamente nesta altura, ela visitou Lisboa, onde tivemos oportunidade de conversar e desenhar juntos um pouco mais.

A Carina teve a sorte de marcar a viagem dela a Lisboa durante os Santos Populares. Isso normalmente significa desenhar embriagado, rodeado de montanhas de gente, acabando a noite a cheirar a suor e sardinhas – claro que foi espectacular!

Mas há um limite para as ruelas fedorentas que se aguentam. Assim, na última noite dela em Lisboa, fomos equilibrar um pouco a equação assistindo meio concerto de  jazz no Hot Clube. A viagem da Carina a Lisboa terminou com mais um encontro invulgar: o final da noite foi passado com o pai do baterista, um pintor de ícones religiosos Sérvio.