10×10 Lisbon is back!

Art Supply Laboratory is the fourth class in the year-long Urban Sketchers 10×10 Lisbon.

Together with instructors Pedro Loureiro and Silvio Menendez, you will learn the basic functions, effects and purposes of different art materials. You will find the way you deal with and express yourself through materials outside your comfort zone. And you will be able to explain the use, advantages and challenges of different art materials to others

Art Supply Laboratory will take place at the Casa-Atelier Vieira da Silva, in Largo das Amoreiras, Lisbon.

Fees:
Single class – 30 eur, students 20 eur
Two classes – 50 eur, students 30 eur
Three classes – 75 eur, students 45 eur
Four classes – 100 eur, students 60 eur
Entire course – 220 eur, students 140 eur

For registering, please contact:
education@urbansketchers.org

Check out the full program in the link.

Art Supply Laboratory é a quarta aula do curso anual de Urban Sketchers 10×10 Lisbon.

Com os formadores Pedro Loureiro e Silvio Menendez, iremos aprender as funções básicas de diferentes materiais de arte. Vamos expressar-nos com diferentes tipos de media e de ferramentas, e sair da nossa zona de conforto. Iremos também partilhar as nossas experiências uns com os outros, no verdadeiro espírito urban sketcher.

A aula Art Supply Laboratory terá lugar na Casa-Atelier Vieira da Silva, no Largo das Amoreiras, em Lisboa.

Inscrição:
Aula avulso – 30 eur, estudantes 20 eur
Duas aulas – 50 eur, estudantes 30 eur
Três aulas – 75 eur, estudantes 45 eur
Quatro aulas – 100 eur, estudantes 60 eur
Curso inteiro – 220 eur, estudantes 140 eur

Contacto para inscrições:
education@urbansketchers.org

Consulta aqui o programa.

Grotesque people and places

There’s something about misshapen sketches that attracts and amuses the eye – take gothic gargoyles and modern caricatures, a child’s ginger bread house or the latest Frank Gehry’s design – grotesque portraits and architecture sketches, when done with care, are fun to make and to look at.

Now, it might just be that I’m taller than the average, or that I’m sitting too close to them, but more often than not, I tend to turn people into bobblehead dolls in my sketches. It might also happen in sketches that start out from the most preeminent features of people, with little paper surface to spare for the remainder of their figures.

António Procópio and I are going to teach some basics of misshaping architecture and people, in an all-day workshop in Portimão, on the 24th of March.

Há algo nos desenhos deformados que é um gozo para os olhos – vejam-se, por exemplo, as gárgulas góticas e as caricaturas modernas, a casa de bolachas de uma criança e uma obra do Frank Gehry – retratos grotescos e desenhos de arquitectura, quando feitos com destreza, são giros de se ver e de se fazer.

Pode ser por ser mais alto que a média, ou por desenhar sentado muito perto das pessoas, mas tenho a tendência para tornar as pessoas em bonecos cabeçudos nos meus desenhos. Pode também acontecer que começo os desenhos pelas características mais proeminentes das pessoas, e depois vejo-me com pouco papel para o resto da cabeça ou do corpo.

O António Procópio e eu vamos ensinar algumas das bases de como deformar arquitectura e pessoas, numa oficina de dia inteiro em Portimão, no dia 24 de Março.

Workshop and sketchcrawl in Portimão

As usual, at this time of the year, the Municipality of Portimão – with the support of Urban Sketchers Algarve – devotes a weekend to sketching. On saturday, the 24th, António Procópio and I will lead a workshop on distorted perspectives. We’ll show the basics of widening the angle of your sketchbook while portraying architecture and people. The workshop is free so, if you’re around, come by and put some some grotesque into your sketchbook.

After that, on sunday, sketchers will gather for an all-day sketchcrawl. Lunch break is, as always, sponsored by the City – make sure to register first, by writing to urbansketchersalgarve@gmail.com.

Como de costume, nesta altura do ano, o Município de Portimão – com o apoio dos Urban Sketchers Algarve – dedica um fim-de-semana ao desenho. No sábado de 24, o António Procópio e eu vamos conduzir uma oficina sobre perspectivas distorcidas. Iremos mostrar os fundamentais de alargar o ângulo do vosso caderno enquanto desenhamos arquitectura e pessoas. A oficina é gratuita, portanto, se estiverem na zona, apareçam e tornem o vosso caderno um pouco mais grotesco.

Depois disso, no sábado, os desenhadores irão encontrar-se para um sketchcrawl de dia inteiro. O intervalo para almoço é, como sempre, patrocinado pela Câmara – inscrevam-se escrevendo para urbansketchersalgarve@gmail.com.

 

All hundred hands on deck!

Aaaaand it’s DONE! One hundred hands in a work week! Phew!

I took the challenge made by urban sketchers Marc Taro Holmes and Liz Steel, to sketch one hundred people in a week, and tweaked it a bit, to suit the suggestions made by fellow sketchers last year, and also my own R&D necessities. I wanted to practice hands for a long time now, since they are kind of my Achilles’ kneel of the human figure sketching. Funny thing was, the hand challenge became a mini-trend, as many sketchers, weary of sketching people, followed suit. Check #OneWeek100Hands2018 for the gallery of results.

I learned a few things and became aware of others I should practice on, more insistently. Here’s a short list of random tidbits:

  • Nails are hard, literally and figuratively. @warbunny84 had some cool insight on instagram to give about this: “I find that fingernails give that ultimate touch, where you can see exactly the finger direction just by that small detail.”
  • Fingers become fat too easily – if you’re using a thick linemaker, try to match the outside of your line with the actual finger contour.
  • Be careful with the crookedness of your fingers. An oddly positioned hand can easily become arthritis-ridden. Smooth those joints, unless you’re going for the grotesque look.
  • I might be growing a slight hand fetish – some of the hand postures I came across in the subway were really beautiful to look at.
  • Hard shadows or heavy textures worked well in preventing the hands from looking alien and misshapen.

Towards the end of the challenge, to up my game a bit, I watched Sinix’s video tutorial Anatomy Quick Tips: Hands. I highly recommend it, as his tips and instructions are clear and well organized, and become useful instantly! While you’re at it, check his whole youtube channel for more juicy stuff!

OneWeek100Hands2018

Eeeee está FEITO! Cem mãos numa semana de trabalho! Puf!

Agarrei o desafio feito pelos urban sketchers  Marc Taro Holmes e Liz Steel, para desenhar cem pessoas numa semana, e dei-lhe uns toques, para se acomodar às sugestões feitas por compinchas desenhadoras o ano passado, e também para se ajustar às minhas próprias necessidades de I&D. Queria praticar mãos há já algum tempo. Elas são o meu calcanhar de Aquiles do desenho de forma humana. O giro foi que o desafio das mãos se tornou uma mini-moda, com vários desenhadores, receosos de desenhar pessoas, me acompanharam. Confiram em #OneWeek100Hands2018 para ver a galeria dos resultados.

Aprendi algumas coisas e tornei-me consciente de várias outras em que tenho de praticar mais insistentemente. Aqui vai uma série de pedaços de reflexões:

  • As unhas são duras de roerliteralmente e figurativamente. @warbunny84 partilhou a sua sabedoria sobre o assunto no instagram: “As unhas dão aquele toque final, em que percebes claramente a direcção do dedo só com esse pequeno detalhe.”
  • Os dedos ficam gordos num instante – se usas um marcador ou caneta grossa, tenta fazer com que o rebordo exterior da tua linha coincida com o contorno da mão.
  • Cuidado com a tortura dos dedos. Uma mão numa posição estranha pode facilmente ficar afectada de artrose. Amacia as ligações entre falanges, a não ser que estejas a apontar para o grotesco.
  • Acho que estou a ficar com um ligeiro fetiche de mãos – algumas das posturas de mãos que encontrei no metro eram naturalmente muito belas.
  • Sombras duras ou texturas ajudam a prevenir que as mãos se tornem extraterrestres e deformadas.

Perto do fim do desafio, para subir a parada, vi o video tutorial do Sinix, Anatomy Quick Tips: Hands. Recomendo-o vivamente. As suas dicas e instruções são claras e bem organizadas, e tornam-se úteis instantaneamente! Já que lá vão, vejam todo o seu canal de youtube para mais coisas boas!

The challenges of night sketching

With our workshop (Pedro Alves and I) coming up in a few weeks, I start to get excited about this night sketching business! It’s really easy, and at the same time really challenging to sketch after hours. The easy aspect of it, and the most pedagogic part about it, is that your palette gets reduced to a couple, three at most, colors. Simplification of what you see – that includes lines, shapes and colors – is key. One dark, cool color for the shadows and sky, one light warm color for the illuminated parts, and a third one for special details.

The challenge is to be precise in saving the whites in your paper. With watercolor, there’s no going back  – at most, you can wash down the amount of pigment in a lighted area. And the light parts, the glare of public lamps, the shiny surfaces, are scarce and vital for the success of your sketch. Then, to complicate matters further, there are different quality light sources: while most public lighting is cheap and yellow (washing everything in a veil of ochre), some monuments enjoy expensive full spectrum white light, which returns colors in full – suddenly you have green – instead of brown – trees and bushes, and red tiles, and blue walls.

Com a nossa oficina (Pedro Alves e eu) ao virar da esquina, começo a ficar entusiasmado com esta história do desenho noturno! Desenhar fora de horas é muito fácil e ao mesmo tempo, extremamente desafiante. A parte fácil e mais pedagógica é que a paleta fica reduzida a um par de cores, no máximo três. A simplificação do que se vê – incluindo linhas, formas e cores – é a chave. Uma cor escura e fria para as sombras e céu, e uma cor clara e quente para as zonas iluminadas. Uma terceira para alguns detalhes especiais.

O desafio é ser preciso em reservar os brancos no papel. Com a aguarela, não há retorno – no máximo, pode-se diluir a quantidade de pigmento no papel com mais água numa zona iluminada. E as zonas iluminadas, o brilho da iluminação pública, as superficies reluzentes, são escassas e vitais para o sucesso do desenho. Para complicar mais as coisas, há diferentes tipos de fontes de luz em uso: a maior parte dos poste de iluminação têm luzes amarelas baratas (que envolvem tudo num véu de ocre), mas alguns monumentos distrutam de iluminação cara, abrangendo todo o espectro de luz, que restituem as cores dos objectos na totalidade – de repente temos árvores e arbustos verdes – em vez de castanhos – e telhas vermelhas e paredes azuis.