O Rossio

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There are many words for square in the Portuguese language, each with a specific meaning, or maybe not so much  – praça, largo, terreiro, adro… It so happens that rossio is just another one, as there are several rossios around the country, but there is one which people simply call Rossio. It has another name, an official one, but nobody ever uses it. It’s one of the main squares in Lisboa, and it has had its ups and downs during its history. From there you can spot some of the highlights of the city, including the Carmo convent ruins, which Roque Gameiro decided to focus on. It looms over the hill, a gothic remnant presiding over enlightning-era buildings.

(to be continued)

Na língua Portuguesa há muitas palavras para um alargamento urbano entre edifícios, cada um com o seu significado específico, ou talvez nem por isso – praça, largo, terreiro, adro… Acontece que “rossio” é apenas mais uma, já que existem vários rossios pelo país fora. Mas há um que as pessoas chamam simplesmente de “Rossio”. Tem outro nome, um nome oficial, mas ninguém o usa. É uma das principais praças de Lisboa, já teve os seus altos e baixos durante a sua história. De lá, conseguem-se ver alguns dos pontos fortes da cidade, incluindo as ruínas do convento do Carmo, onde Roque Gameiro se decidiu focar na sua gravura.

(continua)

O Rossio by / por Roque Gameiro

Beco do Castelo

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Deep in the city center of Lisboa, there are still places that utterly feel like a village. Narrow alleys that creep up the hills and dead ends that lure tourists in for their picturesque scenery, with hanging clothes and ad hoc power cable layouts entangling upon crooked, peeling old walls, custom hanging gardens stretching out to the public row. Nothing is really public nor private here, in Beco do Castelo.

(to be continued)

No centro profundo de Lisboa, ainda há sítios que se parecem aldeias. Travessas estreitas que rastejam colina acima e becos sem saída que atraem turistas em busca do pitoresco, com roupas estendidas e puxadas sobre paredes tortas e descascadas, jardins suspensos personalizados a sobreporem-se à via pública. Nada é realmente público nem privado aqui no Beco do Castelo.

(continua)

Beco do Castelo by / por Roque Gameiro

Rua do Bemformoso

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The narrow street that runs in the north-south direction, connects Martim Moniz – an area notorious for immigrant-owned businesses such as Chinese clothing stores, Indian grocers, African hairdressers –  to Intendente square – priorly associated with drug trafficking and prostitution, that has since been hipsterizing itself – has become, in the latest years, home to immigrant communities, mostly from the Indian sub-continent. As such, Bangladeshi restaurants, halal butchers and Pakistani tailor shops became a common sight in the Bemformoso street, which also houses dozens of European Erasmus students looking for affordable rents and exotic surroundings in an increasingly expensive city.

(to be continued)

A estreita rua que corre na direcção norte-sul, liga o Martim Moniz – notório pelo comércio imigrante, lojas de roupa Chinesas, mercearias Indianas, cabeleireiros Africanos – ao Intendente – anteriormente associado ao narcotráfico e à prostituição, mas que se tem vindo a hipsterizar – tornou-se nos últimos anos a base de várias comunidades imigrantes, particularmente do sub-continente Indiano. Como tal, restaurantes Bangladeshi, talhos halal e alfaiates Paquistaneses tornaram-se comuns na Rua do Bemformoso, que também alberga dúzias de estudantes Erasmus da Europa, à procura de rendas acessíveis e envolventes exóticas numa Lisboa cada vez mais cara.

(continua)

Rua do Bemformoso by / por Roque Gameiro
Casas na Rua do Bemformoso by / por Roque Gameiro

Junto ao Cais das Colunas no Terreiro do Paço

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The Cais das Colunas lies in the edge of the Terreiro do Paço, a platform protruding into the Tejo estuary. The columns that name it have been coming and going, and it seems that they were on their day off at the time Roque Gameiro stopped by to visit. It has been a place for fishermen to unload their catch, for statespeople to be welcomed into the city and captive emperors to be paraded. Now, hosts of tourists go there in the low tides to lay in the tiny beach, wet their feet in the river across the slippery steps and to take that missing selfie.

(to be continued)

O Cais das Colunas fica na extremidade do Terreiro do Paço, uma plataforma protuberante sobre o estuário do Tejo. As colunas que lhe dão o nome vão e vêm ao longo das décadas, e parece que estavam de folga na altura em que Roque Gameiro lá passou para as desenhar. Tem sido um local onde os pescadores descarregam o peixe, onde estadistas são recebidos na cidade e onde imperadores em cativeiro são exibidos à populaça. Hoje em dia, tropas de turistas vão lá na maré baixa para se deitarem no pequeno areal, molhar os pés no rio sobre os degraus escorregadios e para tirar a selfie que faltava. 

(continua)

Junto ao Cais das Colunas no Terreiro do Paço by / por Roque Gameiro

Chafariz do Largo de S. Paulo

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Little has changed in the century that spans between these two images. The São Paulo square remains pretty much the same since the time of Roque Gameiro. The late 18th century style architecture that characterized the post-earthquake reconstruction prevails. The 19th century fountain is still in the center of the square. A few noteworthy changes: the trees have grown enough to cover the austere building façades; people still gather in the square to drink, but the fountain’s water has been replaced with beer and gin and tonics from the nearby bars.

(to be continued)

Pouco mudou no século que separa estas duas imagens. O Largo de São Paulo permanece praticamente o mesmo desde os tempos de Roque Gameiro. O estilo pombalino prevalece ainda nas fachadas dos edifícios circundantes. O chafariz do séc. XIX ainda se encontra no centro da praça. Todavia, são de notar algumas mudanças: as árvores cresceram até à altura dos edifícios; as pessoas ainda se juntam na praça para beber, mas a água do chafariz foi substituida pela cerveja e pelos gins tónicos dos bares próximos.

(continua)

Chafariz do Largo de S. Paulo by / por Roque Gameiro