Festival Med #3

160702 Loule 07

As the day turned into evening, the snails on our table were getting cold and the beer cups were getting empty, we knew it was time to get down to business. The sky turned dark on the main façade of the Loulé market. The lights focused suddenly on five musicians sitting atop the edges of the roof. Everybody looked up as this surprise gig by local band Toca Tintas entertained the visitors of Festival Med, making their way into the old town. The band played cheery folk songs for the whole square to hear, making the already long line a fun place to be.

O dia virava noite, os caracóis ficavam frios e os copos de cerveja vazios. Sabiamos que era altura de voltar ao trabalho. O céu escureceu sobre a fachada do mercado de Loulé. Subitamente, as luzes focaram-se nos cinco músicos sentados sobre o beirado do edifício. A multidão olhava para cima enquanto este concerto surpresa da banda local Toca Tintas entretinha os visitantes do Festival Med na entrada principal para a cidade antiga. A banda tocava melodias populares animadas para todo o largo ouvir, tornando a longa fila de entrada um sítio agradável de se estar.

160702 Loule 08

Tinariwen (ⵜⵏⵔⵓⵏ) were one of the most awaited gigs of the Festival. The innovative crossing between Tuareg music and western blues, mixing the traditional echoing beat of the tindé drum with a whole bunch of guitars – electric and otherwise – and finely blended by sick bass lines, comes from years before, since the band formed, in 1979. Several wars in the countries where the musicians were based didn’t tear this collective apart. Rather, they fed their lyrics – in Tamasheq language – which speak of rebellion within the political and ethnic jigsaw puzzle that is the Sahara Desert region and struggle for life across borders and wars. Their lineup is as fleeting as life in the desert. Tinariwen’s longevity, as well as their celebrity keeps proving that Mali remains a powerhouse of world-class musicians.

Tinariwen (ⵜⵏⵔⵓⵏ) foi um dos concertos mais aguardados do Festival. O encontro inovador entre a musica Tuaregue e o blues ocidental, misturando a batida ecoante tradicional do tambor tindé com um montão de guitarras – eléctricas e não só – e temperada com umas linhas de baixo à campeão, já vem de anos atrás, desde a formação da banda em 1979. As várias guerras que ocorreram nos países onde os músicos se estabeleciam não acabaram com a coesão da banda. Ao invés disso, alimentaram as letras – na língua Tamasheq – que falam de rebeldia dentro do puzzle político e étnico que é a região do Deserto do Sahara e da luta pela sobrevivência através de fronteiras e conflitos. O alinhamento da banda é tão inconstante como a vida no deserto. A longevidade dos Tinariwen, bem como a sua celebridade, continua a provar que o Mali é um poço sem fim de músicos de grande nível.

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Author: Pedro Loureiro

I was born on the southwestern-most tip of Europe, in Lagos, Portugal. A childhood of legos and sandcastles led me to architecture school, but an adolescence of doodling drove me to sketching and later to illustration. I like to sketch, to travel and to chop vegetables into tiny manageable bits. I also like maps. The older the better!

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