Travel journals in Abrantes #2

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Meandering around the old town of Abrantes, you might come across a couple of contemporary architecture designs. The newly constructed medical center was designed by fellow local sketcher Pedro Costa – I didn’t know that at the time I was sketching it, so it was a surprise for both of us when he leafed through my sketchbook and found his own work put to paper. I had to get an autograph from him of course!

Passeando pela cidade antiga de Abrantes, poder-se-à encontrar um par de obras de arquitectura contemporânea. A recém-construida unidade de saúde foi projectada pelo colega de desenho local Pedro Costa – não sabia disso quando desenhei, por isso, foi uma surpresa para ambos quando ele folheou o meu caderno e encontrou o seu próprio trabalho riscado no papel. E ganhei um autógrafo!

Almost opposite to it, the new municipal market, designed by ARX Portugal, negociates the transition between high and low ground, in a relatively narrow plot, while contributing with a bit of modernity to the street façade.

Muito perto da unidade de saúde, o novo mercado municipal projectado pelos ARX Portugal, resolve a transição de cotas entre duas ruas que contornam o quarteirão, num lote relativamente estreito, enquanto contribui com um pouco de modernidade ao alçado da rua.

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It was mid-afternoon when dozens of students from the local university gathered in one of the many city squares, playing guitars and singing, drinking beer and being merry in their pitch black traditional outfits. Beer and sun are excellent excuses for my late arrival to Javier de Blas‘ lecture on his stay with the Sahauri refugees in Tindouf, Algeria. His – much like Simo Capecchi‘s work with the people of L’Aquila – is an investigative and interventive work. He records and shows us ordinary lives of ordinary people living in extraordinary conditions. In his sketches and words, the thoughts and feelings of the Sahauri refugees seem closer to our own, and gradually we wash away the dramatic and political layer other visions have planted in us. The vision of a sketcher is a patient one, and in this process, anger and revolt give way to empathy and understanding, which might be a more effective way of reaching out to people on behalf of people in need.

Já era tarde, quando dezenas de estudantes do politécnico local se juntaram numa das muitas praças do centro histórico, tocando guitarras e cantando, bebendo cerveja e festejando nos seus trajes negros. Cerveja e sol são excelentes desculpas para a minha chegada tardia à palestra do Javier de Blas sobre a sua estadia com os refugiados Sahauris em Tindouf, na Argélia. O trabalho dele – à semelhança do da Simo Capecchi com os habitantes de L’Aquila – é de investigação e intervenção. Ele regista e mostra-nos vidas comuns de pessoas comuns vivendo em condições incomuns. Nos seus desenhos e palavras, os pensamentos e sentimentos dos refugiados Sahauris tornam-se próximos dos nossos, e gradualmente, a camada dramática e política que outras visões nos inculcam desvanece-se. A visão de um desenhador é paciente, e nesse processo, a ira e a revolta dão lugar à empatia e à compreensão, que poderão ser maneiras mais eficazes de chegar às pessoas pela causa de outras pessoas.

Author: Pedro Loureiro

I was born on the southwestern-most tip of Europe, in Lagos, Portugal. A childhood of legos and sandcastles led me to architecture school, but an adolescence of doodling drove me to sketching and later to illustration. I like to sketch, to travel and to chop vegetables into tiny manageable bits. I also like maps. The older the better!

2 thoughts on “Travel journals in Abrantes #2”

  1. Lindíssimas estas páginas, Pedro. Adoro as paredes brancas do mercado e a vida toda daquela praça.
    Parabéns. Vejo que aqui o blogue está outra vez activo – no FB, sim, vejo-te muito, mas isto aqui tem outra arrumação e outro texto. Nos blogues leva-se a vida com mais calma, mais contemplação! 🙂

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