Lisbonne, la visiter c’est l’adopter part #2

Terraços do Carmo, Carmo, Santa Justa, Lisboa, Portugal

After lunch, we rendezvoused under the triumphal arch at Rua Augusta with another group of sketchers that had attended Eduardo Salavisa‘s workshop in Casa-Museu Vieira da Silva, and also had a guest from abroad – Nathalia from Brazil. With renewed numbers and energy, the sardine-smelling group and the workshop group banded together, we sallied forth to explore the recently opened Terraços do Carmo (Carmo terraces), a set of public platforms on the foots of the Carmo convent ruins, shaded by the setting sun, with a view over the northern part of the historical center.

Depois do almoço, juntámo-nos, debaixo do arco do triunfo da Rua Augusta, com um segundo grupo de desenhadores que tinham estado na oficina do Eduardo Salavisa na Casa-Museu Vieira da Silva, e que também tinham uma convidada do estrangeiro – a Nathalia do Brasil. Com renovados efectivos e energia, o grupo do cheiro a sardinha e o grupo da oficina juntaram-se e lançaram-se em excursão para explorar os recém-inaugurados Terraços do Carmo, um espaço público em plataformas no sopé das ruínas do Carmo, sombreadas, com vista sobre a parte norte do centro histórico.

Terraços do Carmo, Carmo, Lisboa, Portugal

There we got comfortable, mingled and sketched until it was time to call it off.

Lá, pusemo-nos confortáveis, convivemos e desenhámos, até chegar a hora de terminar.

Terraços do Carmo, Carmo, Lisboa, Portugal

Despite the fact that most of us had been strolling and sketching from 10am, there was still the will to keep at it! So a few survivors went downhill all the way to another recently renovated area – the Ribeira das Naus – that was, up until last year, nameless and inhospitable, but is now a bustling promenade by the river, between Terreiro do Paço and Cais do Sodré, where city dwellers and tourists alike flock to enjoy the sound of the waves and the cooling effect of the water. By 8pm, we reluctantly disbanded. It had been a good day and, hopefully, a beautiful way of bidding farewell to Evelyn and Alejandra and also welcoming Nathalia.

Apesar de a maior parte do grupo estar a caminhar e a desenhar desde as 10 da manhã, ainda havia malta com vontade de continuar! Assim, alguns sobreviventes desceram a colina até outra área recentemente renovada – a Ribeira das Naus – que era, até há pouco tempo, sem nome e pouco hospitaleira, mas é agora um passeio agradável à beira-rio, entre o Terreiro do Paço e o Cais do Sodré, onde nativos e turistas vão para disfrutar do marulhar e da frescura da água. Pelas 8 da tarde, separámo-nos relutantemente. Foi um bom dia, e com sorte, terá sido uma forma bonita de dar as despedidas à Evelyn e à Alejandra, e também de dar as boas vindas à Nathalia.

Ribeira das naus, Lisboa, Portugal

Lisbonne, la visiter c’est l’adopter part #1

I stole the title of this post from Alejandra herself. It was something she said on her facebook after returning from her trip, that I never had thought about, but that is probably in the minds of many people that aren’t from Lisboa but live, have lived, or visit it, even if for a short period. I have adopted the city of Lisboa as well, but had never fully realized it.

Roubei o título deste post da Alejandra. Foi algo que ela escreveu no seu facebook, depois de regressar da sua viagem, que nunca me tinha ocorrido, mas que provavelmente está presente nas mentes de pessoas que não são de Lisboa, mas que vivem, já viveram ou a visitaram, mesmo que por um curto período de tempo. Eu adoptei a cidade de Lisboa também, sem nunca me aperceber plenamente disso.

São Domingos, Portas do Sol, Rossio, Alfama, Lisboa

The past Saturday, in the morning, had a group of Portuguese Urban Sketchers gathered in Alfama to spend the day sketching and mingling together with Evelyn and Alejandra, the two Parisian sketchers touring Lisboa.

A manhã do sábado passado viu um grupo de Urban Sketchers Portugueses juntos em Alfama, prontos para passar o dia a desenhar e a conviver com a Evelyn e a Alejandra, as duas desenhadoras Parisienses em visita a Lisboa.

Santo Estevão, Alfama, Lisboa

We visited the top and the bottom of Alfama – the vantage point of Portas do Sol and the once-by-the-river Largo do Chafariz de Dentro. Between early and late morning, the group split and meandered around the narrow alleys and odd smells of medieval Lisboa.

Visitámos o topo e a base de Alfama – o miradouro das Portas do Sol e o outrora-à-beira-rio Largo do Chafariz de Dentro. Entre a manhã e o princípio da tarde, o grupo dispersou e serpenteou pelas travessas estreitas e pelos odores característicos da Lisboa medieval.

Pateo 13, Santo Estevão, Alfama, Lisboa

Things got smoky during lunchtime, as the wind was blowing all the smoke from the fat of the grilled sardines in our direction, in the patio-restaurant where the group had lunch. It was a joy having those sardines, but it was an even greater joy to breathe fresh air as soon as we were finished!

Ao almoço, a coisa ficou nebulosa. O vento empurrava o fumo da gordura das sardinhas assadas na nossa direcção, no restaurante-pátio onde o grupo almoçou. As sardinhas estavam uma delícia, mas ainda foi uma delícia maior respirar o ar puro fora da influência do fumo da grelha!

Sketching from Paris to Lisboa

What’s great about the Urban Sketchers community is that it’s global and you can always find someone to sketch with when travelling abroad. That’s what happened last week, when Alejandra and Evelyn, from Paris, visited Lisboa for the first time. They contacted the local Urban Sketchers chapter and, after a few emails, a sketch meeting had been prepared with a scenic tour around the old town.

O bestial da comunidade Urban Sketchers é que é global e pode sempre conhecer-se alguém com quem desenhar quando se viaja no estrangeiro. Foi o que aconteceu durante a semana passada, quando a Alejandra e a Evelyn de Paris, visitaram Lisboa pela primeira vez. Contactaram o pólo local de Urban Sketchers e, depois de uma troca de emails, preparou-se um encontro de desenho com um passeio pelo pitoresco centro histórico.

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I had the pleasure of organizing the meeting, but I wanted to meet our lovely guests beforehand and get to know them. An evening in Casa do Alentejo did the trick and soon enough, we were chatting about sketching, revolutions, food and of course, Lisboa.

Tive o prazer de organizar o encontro. Mas antes, queria conhecer as nossas simpáticas visitantes. Um serão na Casa do Alentejo resolveu a questão. Rapidamente, a conversa proliferou sobre desenho, revoluções, comida e, claro, Lisboa.

Shapes of reality part #2

António Procópio, FASVS, workshop, Amoreiras, Lisboa, Portugal

The second exercise of António Procópio‘s workshop at FASVS was to use our skill capturing shapes of reality, as in the previous exercise, and set a scenary where we would frame the sketch with an outer shape, like the void of an arch or between two trees. That frame had to be filled with the shapes of whatever stuff we could see through it.

O segundo exercício da oficina do António Procópio na FASVS era montar um cenário, usando a perícia adquirida no exercício anterior, onde um vazio serviria de moldura, um arco ou o espaço entre duas árvores. A moldura teria de ser cheia com as formas do que lá se encontrasse.

 

António Procópio, FASVS, workshop, Amoreiras, Lisboa, Portugal

The third exercise was the opposite: one had to start with a central shape, and draw every shape adjacent to it in an outwardly movement.

O terceiro exercício consistia em fazer o oposto: começar com uma forma central, e desenhar todas as formas adjacentes que lhe eram adjacentes, num movimento de expansão.

António Procópio, FASVS, workshop, Amoreiras, Lisboa, Portugal

Shapes of reality part #1

António Procópio, FASVS, workshop, Amoreiras, Lisboa, Portugal

António Procópio‘s workshop in FASVS brought us all back to basics. He showed us a simple technique to commit to paper the simplicity of what we see, rather that the categorized complexity of what our brain sees. Reality, António told us, can be decomposed in simple bi-dimensional shapes. As a warm up exercise, in the diversity of planes, objects and points of view that the Amoreiras park had to offer, we had to fill a spread of our sketchbooks with disconnected shapes. Just shapes, that represented a unity of a plane, a color, an object or a void.

António Procópio, FASVS, workshop, Amoreiras, Lisboa, Portugal

A oficina do António Procópio na FASVS trouxe-nos a todos de volta à base. Ele mostrou-nos uma técnica simples para passar para o papel a simplicidade do que vemos, ao invés da complexidade categorizada do que a nossa mente vê. A realidade, diz o António, pode ser decomposta em formas simples bi-dimensionais. Como exercício de aquecimento, de entre a diversidade de planos, objectos e pontos de vista que o Jardim das Amoreiras tem para oferecer, tivemos de encher um spread dos nossos cadernos com formas desconexas umas das outras. Apenas formas que representassem uma unidade de um plano, de uma cor, de um objecto ou de um vazio.

António Procópio, FASVS, workshop, Amoreiras, Lisboa, Portugal